Dilma amplia papel no novo desenho financeiro dos BRICS em Mumbai
Ministros e presidentes de bancos centrais reúnem-se em 9 e 10 de setembro; propostas vão à cúpula de líderes em 12 e 13.

Dilma Rousseff assume papel crescente ao presidir o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), que passa a ser peça-chave na arquitetura financeira dos BRICS.
O encontro de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais ocorre em Mumbai nos dias 9 e 10 de setembro; as propostas seguirão à cúpula de líderes em Nova Déli, nos dias 12 e 13.
Os BRICS debatem ampliar o uso de moedas nacionais — rúpia, yuan, real e outras — em transações, financiamentos e captação de recursos.
O NDB, dirigido por Dilma, quer deixar de ser só financiador direto e atuar como catalisador: oferecer garantias, compartilhar riscos, estruturar projetos e cofinanciar para atrair investimentos privados.
Para o ciclo estratégico 2027–2031, o NDB pretende financiar entre 40% e 50% em moedas locais; operações não soberanas deverão representar 35%; 45% dos recursos irão ao financiamento climático.
Na Índia, o NDB prepara emissão de cerca de 250 bilhões de rúpias (≈US$ 2,5 bilhões) em cinco anos; soma-se a aproximadamente US$ 5 bilhões previstos em empréstimos soberanos — total projetado de US$ 7,5 bilhões na Índia.
O NDB já aprovou cerca de US$ 10,5 bilhões para 35 projetos indianos.
A estratégia inclui captar em reais para reduzir exposição cambial e permitir que países emergentes financiem infraestrutura em suas próprias moedas.
Esse avanço ocorre dez anos depois do afastamento de Dilma da Presidência, em 2016, e coincide com uma transformação do sistema financeiro internacional.
O próximo passo é fechar em Mumbai as propostas técnicas nos dias 9 e 10 de setembro e submetê-las à cúpula de líderes em Nova Déli, nos dias 12 e 13.