Durigan diz que oposição exagera crise do varejo; setor tem perda de empregos
Ministro reconhece problemas no comércio, mas aponta dados do Caged e crescimento do mercado de trabalho no 1º semestre de 2026.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta (21.ago.2026) que a oposição tenta transformar dificuldades do varejo em crise econômica generalizada.
O comércio varejista fechou 45.900 vagas formais no 1º semestre de 2026, enquanto o mercado de trabalho criou 921 mil postos no mesmo período, segundo dados do Caged.
Durigan reconheceu que o resultado do varejo é "um problema", mas afirmou que os dados não sustentam caracterização de crise ampla na economia brasileira.
O ministro disse que as dificuldades estão concentradas em segmentos mais dependentes de crédito e que o ambiente de juros elevados agrava a situação de empresas alavancadas.
Durigan afirmou que não houve explosão de falências e recuperações judiciais no setor e que, na verdade, houve um decréscimo desses eventos.
A avaliação de Durigan ocorre após a Casas Bahia protocolar pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas, anunciar o fechamento de 298 lojas e cerca de 3.000 demissões.
45.900 — vagas formais fechadas pelo varejo no 1º semestre de 2026
921.000 — postos de trabalho criados no mercado no mesmo período
R$ 17,3 bilhões — dívida que a Casas Bahia busca renegociar
298 — lojas que a Casas Bahia anunciou fechar
~3.000 — demissões anunciadas pela Casas Bahia
Durigan afirmou: "Quando a gente olha para a economia como um todo, mesmo o varejo tem um crescimento".
Não houve indicação de medidas imediatas do governo na entrevista para lidar especificamente com o caso Casas Bahia.