Durigan rejeita desvincular salário mínimo de benefícios do INSS
Ministro da Fazenda disse nesta sexta (21.ago.2026) que governo mantém valorização do mínimo e busca reduzir dívida a longo prazo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rejeitou nesta sexta (21.ago.2026) desvincular o salário mínimo dos benefícios do INSS.
O PLOA de 2027 será apresentado na próxima semana e deve apontar redução de pelo menos R$ 10 bilhões na pressão das despesas obrigatórias.
Durigan afirmou em entrevista que a equipe econômica trabalha para conter o avanço das despesas obrigatórias e melhorar a trajetória da dívida pública.
“Não está colocada a desvinculação do salário mínimo nos benefícios, tanto previdenciários quanto alguns sociais”, declarou Durigan.
Ele afirmou que a política de valorização do salário mínimo já tem mecanismos para limitar o impacto nas contas públicas e evitou antecipar mudança na banda de crescimento das despesas do arcabouço fiscal.
O ministro disse que o governo recuperou e quer fortalecer a regra fiscal, porque a regra fiscal foi “desmoronada no governo anterior”.
Entre medidas anunciadas para 2027, Durigan citou limitação do crescimento real das despesas com pessoal a 0,6%, mudanças na contabilização de royalties para o piso da saúde e limites ao crescimento de despesas de fundos públicos.
R$ 10 bilhões — redução mínima prevista na pressão das despesas obrigatórias pelo PLOA 2027
0,6% — teto para crescimento real das despesas com pessoal em 2027
“Nós vamos cravar uma trajetória de sustentabilidade com redução da dívida a longo prazo”, declarou Durigan.
O próximo passo é a apresentação do PLOA 2027 na próxima semana, que deve detalhar as medidas e as estimativas fiscais.