Eleitorado brasileiro nos EUA chega a 265 mil para as eleições de 2026
TSE contabiliza 918,9 mil aptos no exterior; mudança de local em Nova York e operações do ICE complicam logística

265.000 — número aproximado de brasileiros registrados nos Estados Unidos para votar nas eleições de 2026.
918.900 — total de eleitores aptos a votar fora do país em 2026, alta de 31,8% sobre os 697.100 de 2022.
Os EUA concentram o maior colégio eleitoral no exterior, subindo cerca de 45% (de quase 183 mil em 2022 para ~265 mil em 2026); Boston tem 53.400 eleitores, Miami 40.109 e Nova York 39.026.
Nova York cresceu de cerca de 28 mil para 39.026 eleitores; o local de votação foi transferido de Manhattan para um complexo educacional no Queens, a aproximadamente 16 km da sede do Consulado‑Geral em Manhattan, sem acesso direto ao metrô.
A jurisdição consular de Nova York inclui brasileiros em Nova Jersey e na região da Filadélfia; Amanda Lourenço, moradora da Pensilvânia, disse ter acréscimo de pelo menos meia hora no deslocamento até o novo local.
O Queens foi escolhido também por questões de segurança diante de operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE); o complexo permite organizar filas dentro das instalações e já foi usado pelo Consulado‑Geral do Peru.
A Justiça Eleitoral e o Itamaraty ampliaram a estrutura: o TSE aprovou transferência de recursos para locação de imóveis no exterior, e o Itamaraty adicionou 66 endereços de votação globalmente, sendo 14 deles nos Estados Unidos.
A abstenção entre brasileiros fora do país em 2022 foi de 63,36% no primeiro turno e 61,44% no segundo; em 2022 Jair Bolsonaro teve cerca de 65% dos votos válidos nos EUA, com Miami registrando 81,2%, e Luiz Inácio Lula da Silva venceu em três dos dez postos consulares norte‑americanos, com 60,1% em São Francisco.
Próximo passo: Justiça Eleitoral, Itamaraty e consulados precisam finalizar ajustes logísticos e de segurança antes das eleições de 2026 para transformar o aumento de registros em participação efetiva.