Equipe econômica discute reajuste distinto do mínimo para aposentados e ativos
Técnicos simulam manter ganho real de até 2,5% para trabalhadores ativos e reduzir o percentual para beneficiários do INSS.

Equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discute diferenciar o reajuste do salário mínimo entre trabalhadores da ativa e beneficiários do INSS.
A mudança visa reduzir a pressão sobre despesas obrigatórias e sinalizar compromisso com o ajuste fiscal ao mercado financeiro.
Técnicos vêm simulando cenários que preservariam reajuste acima da inflação para ambos os grupos, mas com percentual menor para aposentados e beneficiários do INSS.
Para trabalhadores da ativa, manteriam a regra atual de ganho real de até 2,5%; para beneficiários do INSS, o percentual seria inferior, sem patamar definido ainda.
A discussão faz parte de estudos para a agenda fiscal caso Lula seja reeleito; nenhuma decisão foi tomada e qualquer mudança precisará da aprovação do presidente.
A equipe avalia que o cenário positivo do mercado de trabalho permite manter a valorização do mínimo nos moldes atuais para quem está na ativa.
Diferenciar o ritmo de reajuste visa evitar efeitos cumulativos que elevam despesas obrigatórias ao longo dos anos.
Até 2,5% — ganho real mantido para trabalhadores da ativa