Espriella desafia decisões e mantém ofensiva militar contra criminosos
Em pronunciamento de 13/9, o presidente disse que vai contestar medidas que restringem bombardeios, vídeos e pulverização aérea

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, disse em 13/9 que vai contestar decisões judiciais que limitam sua ofensiva contra grupos criminosos.
As decisões ordenaram suspender bombardeios quando houver menores nas áreas-alvo, retirar vídeos que mostram cadáveres das redes sociais e interromper testes de pulverização aérea de plantações de drogas.
Desde que assumiu, pouco mais de um mês atrás, Espriella intensificou operações militares; houve três bombardeios na Amazônia e na fronteira com a Venezuela, que deixaram pelo menos 42 mortos, incluindo seis menores.
Espriella prometeu combater o “narcoterrorismo” sem negociar com organizações criminosas, ampliar o emprego das Forças Armadas e endurecer a legislação; o governo prepara proposta para classificar guerrilheiros e narcotraficantes como terroristas e enviá‑la ao Congresso.
A ofensiva ocorre em meio ao estreitamento da cooperação com os Estados Unidos: em agosto o comandante do Comando Sul, general Francis L. Donovan, visitou o país; Bogotá entrou na Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C) e acertou o empréstimo de três drones MQ‑9A Reaper.
A Colômbia é o maior produtor de cocaína do mundo e abriga organizações armadas financiadas pelo narcotráfico, mineração ilegal e extorsão; a estratégia de linha dura contrasta com a política de negociações de paz do antecessor Gustavo Petro.
13/9 — data do pronunciamento de Espriella
3 — bombardeios registrados desde que assumiu
42 — mortos atribuídos às operações
6 — menores entre as vítimas
3 — drones MQ‑9A emprestados pelos EUA
"As decisões judiciais são respeitadas, e as ordens em vigor são cumpridas, mas isso não significa renunciar a contestá-las", declarou Espriella em pronunciamento.
Espriella vai contestar as decisões na Justiça e encaminhar ao Congresso a proposta para definir legalmente terrorismo e criar mecanismos de combate às organizações enquadradas nessa categoria.