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EUA deportam brasileiros para Libéria e Guiné Equatorial sem notificar o Ministério das Relações Exteriores

Remoções envolvem pagamentos dos EUA a países terceiros; familiares exigem esclarecimentos e retorno indefinido

Redação POLITICA.SP7 de set. de 2026 · 02h0112 acessos📲 Enviar no WhatsApp
EUA deportam brasileiros para Libéria e Guiné Equatorial sem notificar o Ministério das Relações Exteriores
Senado Federal (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons

EUA deportam brasileiros para Libéria e Guiné Equatorial sem notificar o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A medida, acionada quando a legislação americana impede retorno ao país de origem, atingiu quase 25 mil pessoas durante a gestão de Donald Trump.

O mecanismo tem os EUA pagando milhões de dólares a países terceiros para receber imigrantes, que são removidos algemados e transferidos a locais desconhecidos após pedir asilo na Justiça norte-americana.

Muitos afetados viviam nos EUA há anos e ficaram longos períodos em centros de detenção do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em vários estados antes da remoção.

A mineira Paola Santos, 21 anos, permaneceu presa por um ano e três meses e foi embarcada algemada em um voo de 16 horas até a Libéria, descobrindo o destino só ao desembarcar.

O pernambucano Pietro Graza de Lima, que denunciou risco de morte por ataque em Recife em 2016, tentou resistir ao desembarque na Libéria e acabou transferido para a Guiné Equatorial.

Em Malabo, Pietro e outros foram recebidos por agentes armados e levados a um hotel semi‑abandonado, usado antes como quarentena contra ebola, com comunicação restrita e vigilância policial.

O Ministério das Relações Exteriores afirma não ter recebido avisos prévios sobre as deportações; o embaixador brasileiro na Guiné Equatorial confirmou que Pietro está em boas condições de saúde, mas sem prazos definidos para retorno das pessoas.

quase 25.000 — número de pessoas removidas para terceiros países durante a gestão Trump