EUA e Colômbia fecham acordo para ampliar cooperação em segurança e combate às drogas
Na reunião em Barranquilla, presidente Abelardo De La Espriella propôs o “Plano Patriota Século 21” e pediu investimento dos EUA

EUA e Colômbia concordaram em intensificar cooperação em segurança para combater tráfico de drogas, crime organizado e migração ilegal.
O acordo prevê impulso a investimentos norte-americanos para recuperar a economia colombiana e apoio a modernização das forças, segundo o presidente De La Espriella.
O encontro ocorreu nesta terça, 8 de setembro, em Barranquilla entre o presidente Abelardo De La Espriella e o secretário de Estado Marco Rubio; De La Espriella propôs o “Plano Patriota Século 21”.
O plano inclui modernização de aeronaves, radares, drones, helicópteros, sistemas antidrones, defesa aérea, mobilidade, inteligência, ciberdefesa, forças especiais e manutenção operacional.
De La Espriella afirmou que a Colômbia aportará recursos próprios e pediu apoio e investimento dos Estados Unidos para desenvolver capacidades conjuntas.
O secretário de Estado Marco Rubio disse que Bogotá e Washington começaram a reconstruir relações em segurança após o governo de Gustavo Petro.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, levantou a possibilidade de ataques conjuntos contra grupos armados, afirmando que a Colômbia autorizou operações para destruir “terroristas e redes terroristas”.
De La Espriella anunciou que a Colômbia fumigará plantações de coca, destruirá laboratórios de cocaína e perseguirá chefes do tráfico, além de cumprir compromissos do “Escudo das Américas”.
US$10 bilhões — valor aproximado que os EUA investiram no Plano Colômbia desde 2000
~500.000 — mortos em mais de seis décadas de conflito armado na Colômbia
Maior produtor mundial — posição atribuída à Colômbia na produção de cocaína
"A Colômbia quer se consolidar novamente como o principal parceiro de segurança hemisférica dos Estados Unidos", disse Abelardo De La Espriella ao fim da reunião.
O próximo passo é buscar acordos de investimento e apoio operacional dos EUA para implementar o “Plano Patriota Século 21” e coordenar eventuais operações conjuntas contra grupos armados.