ELEIÇÕES 2026Faltam 18 diasCandidatos →
InícioCongresso
Congresso

Faesp critica veto da UE à proteína animal brasileira

Entidade pede ação conjunta do governo e cita risco a cortes nobres exportados à Europa e ao equilíbrio fiscal

Redação POLITICA.SP8 de set. de 2026 · 04h029 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Faesp critica veto da UE à proteína animal brasileira
Secretaria de Agricultura e Abastecimento (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou preocupação com a decisão da União Europeia de suspender a entrada de produtos brasileiros de origem animal por exigências de rastreabilidade e controle de antimicrobianos.

A suspensão ocorre logo após avanços diplomáticos na negociação do acordo entre Mercosul e União Europeia, iniciado em maio, e pode exigir respostas bilaterais e comerciais imediatas.

A Faesp classificou a medida como unilateral e desproporcional a um setor que afirma ser referência em sanidade, rastreabilidade e fiscalização.

A entidade alertou que o embargo desorganiza cadeias produtivas: a Europa é principal destino de cortes nobres do traseiro, de alto valor agregado, enquanto dianteiros seguem para China e Estados Unidos.

A Faesp disse que a interrupção prejudica o produtor rural, reduz a geração de divisas e agrava um momento fiscal desafiador em que o agronegócio sustenta o superávit comercial brasileiro.

A Faesp soma esforços à Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA); o presidente da CNA, João Martins, acionou formalmente o ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, e o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, senador Nelsinho Trad.

O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, pediu negociação técnica e diplomacia: "O caminho legítimo é a negociação, o diálogo comercial e a diplomacia", propondo ação articulada entre Itamaraty, MDIC, Ministério da Agricultura e o Senado para pactuar prazos de transição e adequação.

Se o entendimento bilateral não avançar, a Faesp subscreve a necessidade de o governo avaliar instrumentos de defesa comercial e o Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões do acordo Mercosul-União Europeia.

A Federação afirmou que seguirá acompanhando os desdobramentos e trabalhando pela competitividade e pela dignidade do produtor rural paulista e brasileiro.