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Fazenda manda delegação a Wuhan para tratar mercado de carbono

Missão chega em 11.set.2026; reuniões em Wuhan de 14 a 18.set. visam aprovar plano para os próximos 6 anos

Redação POLITICA.SP9 de set. de 2026 · 15h348 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Fazenda manda delegação a Wuhan para tratar mercado de carbono
Reprodução: www.poder360.com.br

Fazenda envia delegação a Wuhan na sexta (11.set.2026) para reuniões sobre mercado de carbono.

As atividades começam em 14.set e seguem até 18.set; objetivo principal é aprovar o plano de trabalho que orientará a Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono pelos próximos 6 anos.

Lideram a missão Cristina Reis, secretária extraordinária do Mercado de Carbono da Fazenda, e Ana Paula Cavalcante, subsecretária de Regulação e Metodologias; a agenda inclui a 2ª reunião de alto nível da Coalizão e uma conferência com países europeus, africanos e asiáticos onde o Brasil terá espaço de fala.

Está prevista também uma reunião bilateral entre Cristina Reis e Li Gao, vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente da China, além de dois dias de intercâmbio técnico entre Brasil e China sobre operação e infraestrutura do mercado de carbono.

O Ministério da Fazenda diz que o Brasil precisa iniciar processo de reindustrialização e pode aprender com a experiência chinesa na criação de mecanismos de precificação da descarbonização; mecanismos domésticos de precificação, segundo a pasta, serão fundamentais para atrair investimentos e fortalecer o mercado voluntário de carbono.

O governo avalia que parceria com a China pode ampliar fluxo de investimentos, atrair novas indústrias e estimular a exportação de créditos de carbono.

Brasil e China devem avançar na proposta de um memorando de entendimento sobre mercado de carbono, com expectativa de viabilizar a assinatura durante a COP31, em Antália, na Turquia; o intercâmbio técnico em Wuhan visa mapear áreas prioritárias para cooperação regulatória e consolidar o roteiro para esse memorando.

A Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono foi fundada pela União Europeia, pelo Brasil e pela China; integram também Alemanha, Canadá, Singapura, França, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido e Turquia, com Banco Mundial e IETA como observadores.