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FGTS amplia prazo de amortização de saneamento para até 30 anos

Conselho Curador aprovou por unanimidade nesta 5ª (10.set.2026) resolução que unifica teto de amortização em 30 anos.

Redação POLITICA.SP10 de set. de 2026 · 15h3413 acessos📲 Enviar no WhatsApp
FGTS amplia prazo de amortização de saneamento para até 30 anos
Reprodução: www.poder360.com.br

O Conselho Curador do FGTS aprovou por unanimidade nesta 5ª feira (10.set.2026) a elevação do prazo máximo de amortização para saneamento, infraestrutura, mobilidade urbana e Programa Pró-Moradia para até 30 anos.

A mudança unifica o teto de amortização em 30 anos, antes limitado a 20 anos pela Resolução nº 702/2012 para infraestrutura, saneamento e habitação institucional.

A votação ocorreu na 207ª Reunião Ordinária do colegiado, no Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília.

A Lei do FGTS (lei 8.036, de 1990, art. 9º, inciso 4º) já autorizava prazos de até 35 anos, mas a resolução anterior restringia a 20 anos, exceto sistemas de transporte sobre trilhos, que tinham teto de 30 anos.

Entidades como Aesbe e Abcon reivindicavam a alteração por considerarem o FGTS em desvantagem frente a outros financiadores.

O Ministério das Cidades (MCID) comparou prazos: BNDES (linha Finem/FAT) permite até 34 anos, com 28–30 anos de amortização; BID Invest oferta 20–25 anos de amortização; Banco do Nordeste tem prazos equivalentes de longo prazo.

Segundo o MCID, prazos maiores reduzem as prestações mensais e aliviam o caixa de empresas e entes públicos no início das obras, favorecendo project finance.

Simulações da Caixa Econômica Federal apresentadas ao conselho indicam que, nos próximos 10 anos, até 2035, o ritmo de amortização reduzirá em R$ 1,8 bilhão o caixa do fundo, compensado por R$ 531 milhões a mais em juros no mesmo período; ao fim, o total amortizado será o mesmo, sem impacto patrimonial.

"Com o avanço no quadro jurídico e nos contratos de concessões de infraestrutura, quem está financiando se sente mais confortável em ter um prazo mais longo", disse Johnny dos Santos, representante da Secretaria Executiva do MCID.

A nova resolução já foi aprovada pelo conselho; o texto regulamentar deverá ser publicado para entrar em vigor e permitir operações com o novo teto.