Fiesp chama PEC do fim da escala 6×1 de 'PEC Boca de Urna'
Paulo Skaf criticou a pressa na votação em 27.ago.2026 e afirmou que a mudança pode elevar custos em até 20%.

A Federação das Indústrias de SP (Fiesp) divulgou em 27.ago.2026 uma nota assinada por Paulo Skaf chamando a PEC do fim da escala 6 X 1 de “PEC Boca de Urna”.
A entidade alertou que a mudança pode elevar em até 20% o custo do trabalho e criticou a votação acelerada do texto.
O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da proposta no Senado, apresentou parecer favorável à PEC em 27.ago.2026.
A PEC reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial.
Skaf disse que “o relator convidar entidades, empresários e o renomado professor José Pastore, de 91 anos, para um diálogo em Brasília na próxima semana e, ao mesmo tempo, entregar o parecer dias antes do encontro é, no mínimo, um desrespeito com quem gera empregos e trabalha pelo Brasil”.
A Fiesp pediu que o Senado atue com responsabilidade e não submeta “um tema tão crucial à urgência das urnas”.
Skaf declarou que “o Brasil exige um debate técnico, que respeite as especificidades de cada setor, e tempo para discutir a real modernização das relações de trabalho – e não uma votação relâmpago movida por interesses eleitorais, transformando-a em uma verdadeira 'PEC Boca de Urna’”.
27.ago.2026 — data da nota da Fiesp e do parecer favorável de Omar Aziz
44 → 40 horas — mudança proposta na jornada semanal
2 dias — repouso semanal remunerado garantido pela PEC
20% — aumento estimado no custo do trabalho citado pela Fiesp
91 anos — idade do professor José Pastore mencionado na nota
81 kB — tamanho do PDF com a íntegra da nota