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Flávio Bolsonaro propõe pontuação para pobres que buscarem qualificação

Em reunião na Fiesp, em 24.ago.2026, ele apresentou sistema tipo cashback ligado a uma plataforma digital do governo

Redação POLITICA.SP24 de ago. de 2026 · 21h032 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Flávio Bolsonaro propõe pontuação para pobres que buscarem qualificação
Reprodução: www.poder360.com.br

Flávio Bolsonaro (PL) propôs nesta 2ª feira (24.ago.2026) um sistema de pontuação para pessoas de baixa renda que adotarem medidas como concluir o ensino fundamental, vacinar filhos ou conseguir vaga em creche.

O mecanismo integraria uma plataforma digital do governo que concentraria serviços de qualificação, educação e acesso a programas públicos, com oferta de cursos técnicos e profissionalizantes — inclusive à distância — e acesso a microcrédito.

A proposta foi apresentada durante reunião da diretoria da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital paulista; Flávio comparou o modelo aos programas de pontos de cartões de crédito e citou exemplos práticos de ações pontuáveis.

“Vamos fazer uma espécie de cashback. Todos nós que usamos cartão de crédito temos um sistema de pontuação. Por que o pobre também não pode ter um sistema de pontuação”, disse Flávio na Fiesp, listando concluir o ensino fundamental, vacinar a filha e colocar o filho em creche como ações a ser premiadas.

Flávio afirmou que o sistema premiaria quem se qualifica, com objetivo de aumentar renda e reduzir gradualmente a dependência de auxílios do governo; beneficiários que deixarem programas sociais para trabalhar ou abrir empresa teriam proteção para voltar ao benefício sem longo período de espera.

A ideia faz parte do programa Ganha-Ganha incluído no plano de governo de Flávio, que prevê histórico positivo voluntário para incentivar qualificação, formalização, emprego e organização financeira e promete benefícios como juros menores, crédito facilitado e cashback conforme o usuário avance no histórico.

Flávio também afirmou que manterá o Bolsa Família se eleito, mas que o pagamento deve ser “a primeira” ação do Estado às famílias; no mesmo evento ele defendeu vouchers para famílias sem acesso a creches públicas para matricular filhos em instituições privadas próximas de casa.