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Governadores pedem a Lula incluir gás natural no Redata

Ofícios de Fábio Mitidieri (PSD‑SE) e Roberto Cidade (União Brasil‑AM) chegaram a Lula após sanção da lei em 15.set.2026.

Redação POLITICA.SP19 de set. de 2026 · 00h011 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Governadores pedem a Lula incluir gás natural no Redata
Reprodução: www.poder360.com.br

Governadores de Sergipe e do Amazonas pediram a inclusão do gás natural nas fontes elegíveis ao Redata.

A inclusão, dizem, permitiria aos Estados concorrer à atração de investimentos para data centers e viabilizar projetos locais.

Fábio Mitidieri (PSD‑SE) e Roberto Cidade (União Brasil‑AM) enviaram ofícios a Luiz Inácio Lula da Silva na quinta‑feira, 17.set.2026. Lula sancionou a lei do Redata na terça‑feira, 15.set.2026. Mitidieri afirma que Sergipe tem parque termelétrico a gás e terminal de regaseificação de GNL. O governador de Sergipe cita ainda reservas vinculadas ao projeto Sergipe Águas Profundas e plano para um complexo de data centers de 1 GW na ZPE. Roberto Cidade diz que excluir o gás seria discriminatório e limitaria a concorrência de Estados com infraestrutura menor.

O texto aprovado pelo Congresso sofreu mudança no Senado que incluiu fontes “consideradas de baixa emissão”, abrindo a possibilidade do uso de gás natural. O Ministério de Minas e Energia defende o uso do gás para viabilizar grandes centros de dados, e o ministro Alexandre Silveira afirmou que o combustível é alternativa viável. Técnicos do Ministério da Fazenda informaram que a definição das fontes sairá em portaria separada, sem prazo anunciado.

17.set.2026 — data do envio dos ofícios

15.set.2026 — data da sanção da lei

1 GW — capacidade projetada para o complexo de data centers na ZPE de Sergipe

PDF de Mitidieri — 146 kB; PDF de Roberto Cidade — 378 kB

"Por essa razão, uma regulamentação que retire o gás natural das fontes elegíveis ao Redata... atingirá Sergipe de maneira direta e desproporcional", afirmou Fábio Mitidieri no ofício. "O Amazonas não reivindica autorização automática... Reivindica o direito de competir", escreveu Roberto Cidade.

O próximo passo é a publicação da portaria que definirá as fontes de energia elegíveis ao Redata; o prazo não foi informado pelo governo.