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Governo central registra superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho

Resultado é o melhor para julho desde 2022; em julho de 2025 houve déficit de R$ 59 bilhões.

Redação POLITICA.SP27 de ago. de 2026 · 16h043 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Governo central registra superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho
Reprodução: www.metropoles.com

O governo central — Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social — registrou superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho de 2026.

O resultado de julho é o melhor para o mês desde 2022 e contrasta com o déficit de R$ 59 bilhões em julho de 2025.

O Relatório do Tesouro Nacional, divulgado em 27/8, mostra que o resultado primário acumulado em 12 meses foi déficit de R$ 71,6 bilhões, equivalente a 0,55% do PIB.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o governo central teve déficit de R$ 81,3 bilhões, contra déficit de R$ 70,3 bilhões no mesmo período de 2025.

O resultado parcial de janeiro a julho decorre de superávit de R$ 177,7 bilhões do Tesouro, déficit de R$ 627 milhões do Banco Central e déficit de R$ 258,4 bilhões da Previdência Social.

Em termos reais, a receita líquida aumentou 5,9% em julho e a despesa total subiu 6,2% em relação a julho de 2025.

Em junho de 2026, a receita total cresceu R$ 21 bilhões (8,3%); o Tesouro atribui alta ao desempenho das receitas administradas pela Receita Federal.

Variações em julho: Imposto sobre a Renda +R$ 7 bilhões; COFINS −R$ 3 bilhões; Outras receitas administradas +R$ 4,5 bilhões; Arrecadação líquida do RGPS +R$ 4,2 bilhões; Exploração de recursos naturais +R$ 5 bilhões.

No acumulado do ano, a receita total subiu R$ 99,6 bilhões (5,7%) e a receita líquida aumentou R$ 84 bilhões (5,9%); destaques: IR +R$ 20,7 bilhões, IOF +R$ 13,1 bilhões, COFINS +R$ 12,3 bilhões, outras receitas RFB +R$ 16,3 bilhões, RGPS +R$ 25,3 bilhões, dividendos −R$ 14,5 bilhões, exploração +R$ 14,9 bilhões.

Em julho, as despesas caíram R$ 56,4 bilhões (20,7%) em termos reais: benefícios previdenciários −R$ 18,1 bilhões, pessoal e encargos −R$ 4,2 bilhões, créditos extraordinários +R$ 4,2 bilhões, sentenças judiciais e precatórios −R$ 37,1 bilhões.

No acumulado do ano, a despesa total aumentou R$ 92,9 bilhões (6,2%); principais variações: benefícios previdenciários +R$ 26,8 bilhões, pessoal e encargos +R$ 16,3 bilhões, créditos extraordinários +R$ 9,3 bilhões, despesas discricionárias +R$ 41,5 bilhões.

A meta fiscal de 2026 é superávit primário de 0,25% do PIB (R$ 34 bilhões), com tolerância de 0,25 ponto percentual — o resultado é considerado cumprido com diferença igual a zero ou superávit de até R$ 68 bilhões.

As metas para os anos seguintes são: 2027, superávit de 0,50% do PIB (R$ 70,7 bilhões); 2028, superávit de 1% do PIB (R$ 150,7 bilhões).

Superávit primário é quando receitas excedem despesas sem contar juros; déficit primário é o contrário.