Hospital do Jabaquara adota biópsia transperineal como técnica principal
Unidade municipal administrada pelo Einstein é a primeira da rede pública do país a trocar a via transretal pela transperineal.

O Hospital Municipal Gilson de Cássia Marques de Carvalho, em Vila Santa Catarina, passou a usar a biópsia de próstata por via transperineal como técnica principal.
A unidade, administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, espera concluir a conversão total para o novo método até o início de 2027.
A técnica transperineal reduz o risco de infecções graves porque a agulha não atravessa o reto, diferentemente da via transretal.
O acesso pelo períneo também diminui sangramentos e amplia a precisão diagnóstica ao alcançar áreas da próstata menos acessíveis pela via retal.
O procedimento é realizado com sedação e anestesia local, dura cerca de 30 minutos e exige equipe de radiologista intervencionista, anestesiologista e enfermagem; observação pós-exame é de uma a duas horas.
100–120 — biópsias de próstata realizadas por mês pela unidade
~80% — procedimentos já feitos pela via transperineal
20% — biópsias mantidas pela via transretal temporariamente, como parte da formação médica
"A biópsia de próstata por via transperineal é comprovadamente mais segura, justamente por não haver contato com as fezes", declarou José Carlos Ingrund, secretário executivo adjunto da Secretaria Executiva de Atenção Hospitalar.
Os procedimentos remanescentes pela via transretal servem ao treinamento de residentes, para manter experiência nos métodos ainda utilizados em outras regiões.
"Ao evitar complicações infecciosas que exigem internação, o exame aumenta a segurança do paciente e contribui para uso mais eficiente dos recursos", afirmou André Dubinco, coordenador médico da Radiologia Intervencionista do hospital.
O hospital promove a substituição gradual da técnica, com capacitações e suporte do Einstein, enquanto mantém atendimento regular na unidade.