IA e nuvem tornam cidades preditivas e eficientes, diz especialista
Alan Martins, da Huawei, expôs casos de Shenzhen, Hangzhou e Smart Sampa no Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026

IA e nuvem já permitem gestão preditiva de segurança, energia e mobilidade nas cidades, reduzindo respostas reativas.
Esse modelo consegue antecipar falhas em redes elétricas, gargalos em ruas e estradas e riscos estruturais em edifícios e áreas degradadas.
Alan Martins, líder de projetos e arquiteto de soluções em Cloud Computing da Huawei, falou no palco de Inovação, Tecnologia e Gestão Pública do Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026, realizado pelo Crea-SP.
Martins explicou que sensores em carros e câmeras HD captam dados, que são transmitidos por conectividade de baixa latência e processados na nuvem, onde agentes tratam as informações antes de enviá‑las à IA.
Na segurança pública, ele citou o Smart Sampa de São Paulo e Shenzhen, onde reconhecimento facial e análise de vídeo reduziram crimes em 53%.
Na mobilidade, Martins apresentou Hangzhou, que caiu da 5ª para a 57ª posição no ranking de congestionamentos após semáforos adaptativos e corredores inteligentes.
No setor de energia, a iluminação inteligente pode gerar economias de até 80%, e o uso de drones substituiu helicópteros na inspeção de linhas entre Rondônia e Araraquara (SP).
Cases internacionais citados incluem Viena, com foco na redução de emissões, e Copenhague, com climatização dinâmica distrital, ligando sustentabilidade a dados.
53% — redução de crimes em Shenzhen com reconhecimento facial e análise de vídeo
5ª para 57ª — posição de Hangzhou no ranking de congestionamentos após medidas inteligentes
até 80% — economia com iluminação inteligente
92 anos — existência do Crea‑SP
645 — municípios em que o Crea‑SP está presente
~380.000 — profissionais registrados no Crea‑SP
>110.000 — empresas registradas no Crea‑SP
"O maior desafio local é como fazer essa fiscalização. Precisamos de políticas públicas sólidas e saber como inspecionar", disse Martins ao tratar de nuvem soberana e governança.
Martins afirmou que a escalabilidade, o aumento de datacenters e o uso de energia verde colocam o Brasil em posição estratégica.
Ele recomendou começar projetos de forma estratégica e escalonada, integrando planejamento da Engenharia e plataformas de IA para construir cidades resilientes até 2050.