João Amoêdo diz que Novo deveria ‘não aparecer’ após sabatina de Zema
Declaração do fundador veio em postagem no X na mesma noite da entrevista de Romeu Zema na TV Globo, marcada por correções ao vivo.

João Amoêdo escreveu no X, em 25 de agosto de 2026, que “não aparecer é a melhor coisa que pode acontecer ao partido”.
A crítica de Amoêdo veio após a sabatina de Romeu Zema no Jornal Nacional, quando o candidato cometeu gafes e foi corrigido ao vivo.
Durante a entrevista, Zema disse ter “uma série de programas contra as mulheres” ao ser questionado sobre feminicídio, e depois corrigiu a fala para ações contra a violência; também repetiu que um participante dos atos de 8 de janeiro recebeu 14 anos só por sujar um monumento, e a apresentadora Renata Vasconcellos lembrou que a condenação envolveu sete crimes.
Amoêdo participou da fundação do Novo em 2011, financiou a estrutura inicial, presidiu o partido e disputou a Presidência em 2018.
Em maio, Amoêdo já acusara Zema de manter o Novo submisso ao bolsonarismo por oito anos; a crise interna se aprofundou no segundo turno de 2022.
A Comissão de Ética do partido suspendeu a filiação de Amoêdo por quatro votos a três, deu-lhe dez dias para apresentar defesa, e ele afirmou que três dos quatro que votaram pela suspensão haviam ingressado na comissão nas duas semanas anteriores.
Amoêdo pediu desfiliação em novembro de 2022 antes do julgamento definitivo e afirmou que o partido que ajudou a fundar “não existe mais”.
2011 — ano da fundação do Novo
2018 — ano em que Amoêdo disputou a Presidência
25 de agosto de 2026 — data do post de Amoêdo no X
4 a 3 — votação que suspendeu a filiação de Amoêdo
10 dias — prazo dado para apresentação de defesa