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Lei do licenciamento perde burocracia, críticos dizem que aumenta riscos ambientais

Debate na CBN reuniu especialistas que divergem sobre eficácia, fiscalização e impactos nos biomas

Redação POLITICA.SP15 de set. de 2026 · 12h342 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Lei do licenciamento perde burocracia, críticos dizem que aumenta riscos ambientais
Reprodução: cbn.globo.com

Nova lei do licenciamento ambiental — Lei nº 15.190 — foi sancionada em agosto de 2025 para padronizar e acelerar autorizações.

Em novembro de 2025, o Congresso derrubou 52 itens dos vetos presidenciais, restabelecendo trechos sobre dispensas e simplificações.

A lei prevê procedimentos simplificados e a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, baseada em declaração do empreendedor e sujeita a análises e vistorias por amostragem.

O 41º episódio do “50 Debates para o Brasil” foi apresentado em 15, no Jornal da CBN, mediado por Mílton Jung e Cássia Godoy, e discutiu a nova legislação.

Participaram George Humbert, advogado e professor, favorável à lei, e Carlos Nobre, professor titular da Cátedra Clima e Sustentabilidade da USP, crítico das mudanças.

George Humbert afirmou que o país precisava de uma lei nacional para modernizar o licenciamento e citou satélites, drones e inteligência artificial para melhorar o monitoramento.

Carlos Nobre advertiu que a simplificação e as licenças autodeclaratórias podem ampliar a degradação de Amazônia, Cerrado, Pantanal e Caatinga, hoje ameaçados por mudanças climáticas.

"A autodeclaração representa um risco muito grande", disse Carlos Nobre, citando exploração ilegal de ouro na Amazônia como exemplo de declaração versus prática irregular.

A lei não elimina normas de proteção da vegetação nativa, disse George Humbert, e busca concentrar fiscalização nos empreendimentos de maior impacto.