Lula diz que cedeu a Lira e aceitou taxa das blusinhas “a contragosto”
Presidente afirma que aceitou cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 após telefonema de Arthur Lira; lei sancionada zera Imposto de Importação.

Lula disse nesta 5ª feira (10.set.2026) que aceitou “a contragosto” a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 após um telefonema de Arthur Lira (PP-AL).
A cobrança foi aceita para viabilizar aprovação de outros pontos do acordo, segundo o presidente, e a lei sancionada nesta 5ª feira zera o Imposto de Importação para essas encomendas.
Lula afirmou que era contrário à criação do imposto, repetiu “A contragosto, eu falei: ‘Então coloca’” e disse que Lira afirmou ser medida defendida por empresários.
A tributação original, criada em 2024, estabelecia alíquota de 20% para compras internacionais de até US$ 50; o relator no Senado, Rodrigo Cunha (Podemos-AL), retirou a tributação do texto inicialmente.
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) apoiou a tributação, e o líder do Governo no Senado Jaques Wagner (PT-BA) afirmou haver acordo para reincluir o tema.
A nova lei mantém a cobrança do ICMS pelos estados, e o governo precisou atuar para viabilizar a tributação antes da mudança sancionada pelo presidente.
Lula classificou a mudança sancionada nesta 5ª feira como uma “reparação” aos consumidores e contestou empresários que previam prejuízo ao comércio e perda de empregos.
O presidente afirmou que a retirada do imposto não favorece só pessoas de baixa renda, citou a ministra Miriam Belchior, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) e a primeira-dama Janja Lula da Silva como exemplos de consumidores de compras de pequeno valor.