Congresso

Lula sanciona Redata; governo ainda não definiu fontes de energia

Mudança no Senado incluiu 'fontes de baixa emissão', abrindo caminho para gás natural nos incentivos fiscais.

PRedação Política.SP15 de set. de 2026, 15h33· 22 acessos
Lula sanciona Redata; governo ainda não definiu fontes de energia
Reprodução: www.poder360.com.br

Lula sancionou em 15.set.2026 o Redata, mas o governo ainda não definiu quais fontes de energia valerão para os benefícios.

A indefinição mantém aberta a possibilidade de uso de gás natural e outras fontes “consideradas de baixa emissão” nos incentivos fiscais do regime.

O texto original exigia energia 100% renovável; uma alteração de última hora no Senado incluiu fontes de baixa emissão, criando brecha para gás natural e biometano.

Representantes da indústria, congressistas e setores do governo articularam a mudança; o senador Esperidião Amin (PP-SC) chegou a apresentar emenda para incluir geradores a gás natural ou biometano.

O relator Cid Gomes (PSB-CE) rejeitou trechos que citavam explicitamente gás natural; ainda assim o debate seguiu durante a tramitação no Senado.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, disse que a decisão sobre fontes sairá em portaria separada, sem prazo dado, e que o primeiro decreto de regulamentação do Redata sai nesta semana.

Ceron afirmou que a inclusão do gás natural está em discussão no governo e que a portaria interministerial definirá o alcance de “baixa emissão”.

O Ministério de Minas e Energia, com o ministro Alexandre Silveira, defende o uso do gás natural como alternativa viável para viabilizar grandes data centers.

Defensores dizem que gás funciona como fonte de transição frente à intermitência de eólica e solar; críticos afirmam que admitir fontes não renováveis contraria metas de descarbonização e pode reduzir a competitividade do país.

15.set.2026 — data da sanção do Redata

"Esse é um dos pontos que está em discussão", disse Rogério Ceron sobre a definição de fontes de energia.

A próxima etapa é a publicação da portaria interministerial que detalhará as fontes aceitas e eventuais condicionantes, como armazenamento ou compra de créditos de carbono.

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