Lula usará discurso na ONU para atacar tarifas e ingerência dos EUA
Pronunciamento será em setembro, com possível reunião com Trump durante a Assembleia Geral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai dedicar seu 4º discurso na Assembleia Geral da ONU, em setembro, à soberania, economia e ingerência dos Estados Unidos no processo eleitoral.
A Assembleia Geral abre em 8 de setembro; o debate geral ocorre entre 22 e 26 de setembro e também em 28 de setembro — sete dias antes do 1º turno no Brasil.
Lula viajará brevemente a Nova York e deve tratar da relação bilateral e das medidas adotadas pelo governo de Donald Trump, incluindo o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros.
O governo trabalha para uma reunião entre Lula e Trump durante a passagem dos dois pela ONU; o presidente disse em 5 de agosto que pretende telefonar a Trump para pedir esse encontro, que ainda não está confirmado.
Será o 2º discurso de Lula na ONU desde o início do chamado “tarifaço” norte-americano; em 2025 ele teve encontro presencial com Trump nos corredores da sede da ONU.
Lula quer também abordar a reforma do Conselho de Segurança da ONU, defendendo a ampliação com novos membros permanentes, incluindo Brasil, México e nações africanas.
8 de setembro — abertura da Assembleia Geral
22 a 26 e 28 de setembro — debate geral na ONU
15 integrantes — composição atual do Conselho de Segurança (5 permanentes e 10 não permanentes)
Em discurso na Espanha e em 2025, Lula criticou ações unilaterais das grandes potências e afirmou que os cinco membros permanentes “viram os senhores da guerra”, denunciando que a Carta das Nações Unidas “está sendo rasgada”.
A equipe de política externa prepara a fala; a primeira reunião no Itamaraty para definir as linhas gerais será em agosto.