Mamdani divulga 170.000 documentos que mostram mentiras sobre o 11 de setembro
Documentos, publicados no 25º aniversário, dizem que autoridades minimizaram exposição a amianto e fumos tóxicos

Zohran Mamdani divulgou 170.000 documentos que mostram que autoridades disseram à população que era seguro respirar após o ataque do 11 de setembro.
Os arquivos foram publicados no site da prefeitura no 25º aniversário dos ataques e coincidem com ação movida pelo grupo 9/11 Health Watch que exigia acesso às informações.
Testes realizados próximos ao Marco Zero encontraram pó tóxico e ultrafino de amianto liberado com o colapso das torres; Mamdani afirmou que “as pessoas adoeceram porque os líderes em quem confiavam mentiram para elas e disseram que podiam respirar ar tóxico com segurança”.
Sob a gestão de Mamdani, agentes municipais encontraram 68 caixas com documentos históricos que ajudam a explicar o aumento de casos de problemas de saúde, incluindo laudos que citam câncer pulmonar.
Entre os papéis está o “Memorando Harding”, em que um assessor alertou o ex-vice-prefeito Robert Harding que a cidade poderia enfrentar até 35.000 ações legais por ter retomado operações “muito cedo”.
Páginas de relatórios de qualidade do ar e outros documentos mostram que, logo após o ataque, autoridades municipais e federais — incluindo a EPA — declararam o ar perto das Torres Gêmeas seguro, apesar de pesquisas apontarem exposição a produtos químicos tóxicos.
A prefeitura anunciou que a Câmara Municipal investirá mais de US$ 34 milhões nesta iniciativa de divulgação e investigação dos documentos.
A então diretora da EPA, Christine Todd Whitman, pediu desculpas pelo posicionamento de época ao afirmar que “fez tudo o que podia na época com as informações que tínhamos”.
No Brasil, o amianto já chegou a ser proibido em caixas d’água por sua toxicidade, referência usada nos documentos para ilustrar o risco do material.