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Mapa e Itamaraty não devem reverter veto da UE à carne até 3 de setembro

Comissão Europeia avalia uso de antimicrobianos; Brasil acelera auditorias e busca mercados alternativos.

Redação POLITICA.SP24 de ago. de 2026 · 12h333 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Mapa e Itamaraty não devem reverter veto da UE à carne até 3 de setembro
Reprodução: www.poder360.com.br

Mapa e Itamaraty não devem reverter veto da União Europeia à exportação de carne brasileira até 3 de setembro.

A Comissão Europeia exige provas sobre o uso de antimicrobianos em produtos animais; o prazo final do bloco é 3 de setembro.

A UE anunciou em 12 de maio a exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados e oficializou a medida em 5 de junho; a suspensão passa a valer em 3 de setembro e atinge carnes bovina e de frango, além de tripas, peixe e mel.

No fim de agosto o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou protocolos e recebeu técnicos europeus para auditorias nos setores de frango e mel; o objetivo é tentar reincluir o Brasil na lista de exportadores de aves, o que é considerado pouco provável.

O caso da carne bovina é mais complexo porque o ciclo de vida do boi ultrapassa dois anos, e esse prazo foi considerado insuficiente para avaliar o uso de antimicrobianos; no frango, ciclo mais curto mantém alguma chance de reversão no curto prazo.

Embora o acordo Mercosul-UE exista, o Brasil não recebeu o mesmo tratamento que Argentina, Paraguai e Uruguai, que permanecem autorizados a exportar ao bloco.

O governo e o setor privado buscam diversificar mercados: miram Japão e Coreia do Sul, tentam concluir o acordo Mercosul-Canadá — travado nas fases finais por protecionismo canadense sobre carne bovina — e negociam com a China aumento de cotas e revisão de salvaguardas; representantes mantêm conversas sobre o tema.

US$ 2,026 bilhões — exportações brasileiras afetadas à UE em 2025

US$ 781,4 milhões — carne de aves exportada ao bloco em 2025

US$ 1,064 bilhão — carne bovina exportada ao bloco em 2025

O próximo passo é a continuidade das auditorias e das negociações comerciais até o prazo de 3 de setembro, enquanto o Brasil amplia contatos com mercados alternativos.