Mauro Vieira defende união dos setores produtivos do BRICS contra protecionismo
Discursou em 11/09, em Nova Delhi, e citou participação de mais de 15 grandes empresas brasileiras no fórum

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, pediu nesta sexta (11/09), em Nova Delhi, aproximação dos setores produtivos do BRICS para combater o protecionismo.
O Brasil foi representado no Fórum Empresarial do BRICS por altos funcionários de mais de 15 grandes empresas, afirmou o chanceler.
Vieira citou que o comércio do Brasil com membros do BRICS já supera um terço do total das exportações do país.
Pelo Mercosul, o Brasil assinou acordos de livre comércio com três grandes parceiros em três anos e negocia em outras seis frentes.
Em 2024, o Brasil lançou uma reforma tributária ampla para simplificar o sistema, disse o ministro.
Vieira afirmou que, em 2025, o Brasil foi o terceiro maior receptor de investimento estrangeiro direto, com mais de US$ 77 bilhões.
Ele participou também de reunião bilateral com o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, para tratar das relações bilaterais e da pauta da Cúpula do BRICS.
A cúpula do BRICS ocorre neste fim de semana e deve incluir a guerra no Oriente Médio entre os temas principais.
11/09 — data do Fórum Empresarial do BRICS em Nova Delhi
mais de 15 — número de grandes empresas brasileiras presentes
1/3 — participação dos membros do BRICS no comércio brasileiro total
3 acordos em 3 anos — acordos de livre comércio assinados pelo Mercosul
US$ 77 bilhões — investimento estrangeiro direto recebido pelo Brasil em 2025
"Num momento em que a economia global está ameaçada pelo protecionismo, pela coerção econômica e pelas sanções unilaterais, aproximar os nossos setores produtivos é mais importante do que nunca", disse Mauro Vieira no fórum.
O próximo passo é a Cúpula do BRICS neste fim de semana, onde países discutirão a agenda econômica e a guerra no Oriente Médio.