MChecon fechou R$63,4 milhões em contratos com o governo desde a posse de Lula
Pagamentos à empresa já somam R$84,2 milhões e incluem produções na COP30 em Belém e nos Jogos de Paris.

Empresário Marcelo Checon teve R$63,4 milhões em contratos com o governo federal desde a posse de Lula.
Os pagamentos realizados à MChecon chegam a R$84,2 milhões, incluindo serviços em Belém na COP30 e em Paris nos Jogos Olímpicos de 2024.
A MChecon Design e Cenografia existe desde 2012 e em maio de 2022 tinha um único contrato com o FNDE de R$197 mil.
Após a posse de Lula em janeiro de 2023, a empresa firmou 13 contratos com o Executivo, totalizando R$63.406.954,74.
Os principais contratos foram com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Turismo (MTur), da Cultura (MinC) e do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), cada um com valor básico de R$8,74 milhões.
A MChecon também fechou contratos menores com o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Presidência da República para produção de eventos, cenografia e montagem de palcos.
Mensagens recuperadas pela Polícia Federal de 25 de agosto do ano passado mostram a lobista Roberta Luchsinger dizendo que pararia de pagar passagens aéreas para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
"Vou ficar pedindo pro Cleber e para o Checon", disse Lulinha, segundo a transcrição do áudio citada por Roberta na conversa com Cleber Ribas.
R$63.406.954,74 — soma dos 13 contratos assinados após janeiro de 2023
R$63,4 milhões — valor arredondado dos contratos citados na reportagem
R$84,2 milhões — pagamentos realizados à MChecon até agora
R$197 mil — único contrato da MChecon com o governo antes da posse de Lula, em maio de 2022
Na mensagem, Roberta afirma gastar cerca de R$100 mil por mês para manter "a casa"; ela também relata que, na ocasião, Lulinha já morava em Madri.
Marcelo Checon não respondeu às tentativas de contato feitas pela reportagem.