Mendonça bloqueia R$ 1,7 bilhão em bens ligados ao grupo Master
Decisão de 24 de julho atinge 11 bens avaliados e outros sete sem avaliação, após pedido do PGR em 19 de junho

André Mendonça autorizou em 24 de julho o bloqueio de mais de R$ 1,7 bilhão em bens e ativos no exterior ligados a instituições do grupo Master.
A medida atinge 11 bens com valores estimados que somam mais de R$ 1,7 bilhão e incluiu outros sete itens que ainda não tiveram avaliação financeira divulgada.
O pedido foi apresentado pelo procurador‑geral da República Paulo Gonet em 19 de junho no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master e instituições financeiras ligadas ao ex‑banqueiro Daniel Vorcaro.
A relação de ativos foi entregue pela EFB Regimes Especiais de Empresas, responsável pela liquidação do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Master Múltiplo; parte dos documentos teve sigilo retirado por determinação do presidente do STF, Edson Fachin.
Entre os ativos listados estão: • R$ 500 milhões — residência/fazenda de luxo no Colorado • R$ 27,5 milhões — quadro “Untitled (Everybody’s 2 Cents)”, de Jean‑Michel Basquiat • R$ 80 milhões — iate atracado na Flórida • R$ 500 milhões — residência de veraneio e imóvel para visitas em Miami • R$ 40 milhões — quadro “Mousquetaire”, de Pablo Picasso • R$ 130 milhões — apartamento duplex em Miami • R$ 2 milhões — barco Cigarette 52 Thunder atracado na Flórida • R$ 150 milhões — residência de luxo em Miami • R$ 280 milhões — valor referente à venda de uma aeronave • R$ 25 milhões — quadro “Untitled”, de Jean‑Michel Basquiat • R$ 154,2 milhões — barco Benetti Oasis 40 localizado no Brasil.
No pedido de bloqueio, Paulo Gonet afirmou que as investigações revelaram operações de grande dimensão e prejuízos que alcançariam valores bilionários, justificando a retenção dos ativos para preservar o patrimônio e possibilitar a reparação de danos.
Ao autorizar a medida, Mendonça disse que o objetivo era “impedir a dispersão dos ativos já encontrados ou que ainda possam ser localizados durante o processo de liquidação”.
As autoridades continuam buscando bens no exterior; Estados Unidos, Bahamas e Ilhas Cayman reconheceram o processo de liquidação do Banco Master determinado pelo Banco Central e a atuação da empresa responsável pela administração dos ativos.