Mendonça diz ter seguido precedentes do STF ao requisitar informações sobre o caso Master
Ministro afirmou na sessão de 15.set.2026 que pediu à Polícia Federal mensagens para esclarecer possíveis referências a autoridades

André Mendonça afirmou nesta 3ª (15.set.2026) que agiu “estritamente” conforme precedentes do STF ao requisitar informações da Polícia Federal sobre o caso Master.
O Conselho do MPF julgará a menção a Paulo Gonet por Daniel Vorcaro em 25 de setembro.
Mendonça disse, na sessão do STF destinada ao relatório da PF, que determinou à Polícia Federal a prestação de informações sobre mensagens encontradas nas investigações do caso Master.
A declaração foi resposta a Alexandre de Moraes, que afirmou que Mendonça ordenou diligências de ofício, sem pedido da PF ou da Procuradoria-Geral da República.
Mendonça afirmou que as mensagens de Daniel Vorcaro poderiam referir-se ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
“Poderia ser um nada, mas poderia vir algo robusto”, disse Mendonça ao justificar o pedido de informações para esclarecer contexto e interlocutores.
O ministro citou dispositivos do Código de Processo Penal e o precedente do juiz das garantias do STF para sustentar sua requisição de documentos e informações policiais.
Mendonça afirmou que não comunicou previamente o procurador-geral para preservar a “compartimentação das informações”.
Ele declarou que o arquivo que motivou a busca e apreensão era “ilegal” e que não tinha conhecimento sobre a veracidade do conteúdo, por isso determinou a apreensão do material.