Mendonça: juiz 'não pode ter a pretensão de ficar rico'
O ministro disse nesta 6ª (21.ago.2026) que a magistratura paga bem, mas exige controle de despesas e foco no serviço.

O ministro do STF André Mendonça disse nesta sexta (21.ago.2026) que um juiz "não pode ter a pretensão de ficar rico".
Ele afirmou que, apesar da boa remuneração, a carreira não garante vida sem preocupações financeiras e exige controle de despesas diárias.
A declaração foi no encerramento do 5º Seminário Nacional da Anamel, no Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo.
Mendonça disse que a magistratura vive uma "condição média de vida", superior à média da população brasileira, mas com necessidade de atenção aos custos mensais.
Ao avaliar sua trajetória no Supremo, afirmou que os primeiros dois anos no tribunal foram de "muita infelicidade" e que o cargo traz mais ônus e responsabilidade do que qualquer outra coisa.
Ele disse que assumiu a cadeira sob o rótulo de "terrivelmente evangélico", atribuído pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e por isso tirou três anos sabáticos sem pregar ou exercer atividades eclesiásticas públicas.
Sobre evangélicos no Judiciário, afirmou que dados do Conselho Nacional de Justiça mostram mais ateus e agnósticos na magistratura do que evangélicos, e que a busca por espaço é legitimidade para disputar vagas por concurso público.
O evento teve coordenação acadêmica de Mendonça e contou com apoio da AMB e da Amagis-DF; na parte da manhã participou o candidato à Presidência Augusto Cury (Avante).
21.ago.2026 — data da declaração
5º Seminário Nacional da Anamel — local do evento
2 anos — período inicial que Mendonça chamou de "muita infelicidade"
3 anos — sabático que Mendonça disse ter tirado
"Não pode ter a pretensão de ficar rico", disse Mendonça ao encerrar o seminário.