Mendonça nega obrigar Globo a entrevistar 'Veterinário' Wilson Grassi
Ministro do TSE rejeitou representação que pedia inclusão do candidato no Jornal Nacional após pesquisa Quaest

Mendonça negou pedido para obrigar a Globo a entrevistar o presidenciável Wilson Grassi.
A emissora convidou os cinco mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto, por isso marcou entrevistas de 24 a 29 de agosto; acabou incluindo seis candidatos.
O pedido foi de Wilson Grassi, candidato do Democrata (antigo Partido da Mulher Brasileira), que reclamou de falta da expressão "Veterinário" na identificação da pesquisa usada pela Globo no Jornal Nacional.
A pesquisa Quaest de 14 de agosto mostrou Lula 38%, Flávio Bolsonaro 31%, Renan Santos 4%, Ronaldo Caiado 4%, Augusto Cury 2% e Romeu Zema 2%; Grassi não pontuou.
A defesa de Grassi argumentou que a ausência de "Veterinário" poderia reduzir o reconhecimento da candidatura e, assim, a pontuação na pesquisa.
Mendonça afirmou que não há "elementos concretos capazes de demonstrar" que a identificação comprometeu o resultado, nem prova de que "Veterinário" teria colocado Grassi entre os cinco primeiros.
Grassi já protocolou ao menos 25 representações pedindo que pesquisas o mostrem como "Veterinário Wilson Grassi"; nos casos decididos, os pedidos foram rejeitados.
O Democrata mudou de nome no fim do ano passado sem trocar a direção; o partido foi fundado em 2008, chegou a ter 22 deputados em 2015 e elegeu 63 vereadores em 2024.
Grassi concorreu a vereador em São Paulo pelo PRTB de Pablo Marçal em 2024 e recebeu 2.777 votos, sem se eleger.
14 de agosto — data da pesquisa Quaest
24 a 29 de agosto — datas das entrevistas no Jornal Nacional
38% — intenção de voto em Lula na pesquisa Quaest
31% — intenção de voto em Flávio Bolsonaro
4% — Renan Santos
4% — Ronaldo Caiado
2% — Augusto Cury
2% — Romeu Zema
2.777 — votos de Wilson Grassi em 2024
"Embora a argumentação não seja destituída de plausibilidade em perspectiva metodológica abstrata, não há, nesta fase, elementos concretos capazes de demonstrar" prejuízo, disse André Mendonça, presidente do TSE.