Mercado só reprecificará ativos diante de surpresa eleitoral ou sinais econômicos claros
Reação na 2ª (5.out.2026) deve ser limitada se o 1º turno ficar dentro do esperado; foco mudará para políticas e Congresso.

Mercado só recalibrará dólar, Bolsa e juros se houver surpresa relevante nas urnas ou sinais sobre política econômica a partir de 2027.
Na 2ª feira (5.out.2026), o mercado pode reagir de forma limitada caso o resultado do 1º turno fique próximo do previsto.
Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, diz que a curva de juros, especialmente nos vencimentos longos, será o termômetro de mudanças na percepção de risco fiscal e de política econômica.
Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, afirma que investidores vão observar a trajetória dos gastos, da dívida pública, o cumprimento das regras fiscais e a formação da equipe econômica.
Bruno von Medem, diretor da Bossa Invest, aponta que a Selic de 13,75% mantém o custo de capital elevado para empresas tradicionais e startups.
O volume investido em startups caiu de R$ 9,2 bilhões em 2024 para R$ 6,5 bilhões em 2025, segundo dados citados por executivos do mercado.
Leticia Moschioni, sócia da Finscale, registra queda de 10% no valor investido em venture capital no 2º trimestre de 2026 ante o 2º trimestre de 2025.
A composição do Congresso entra no radar: 54 das 81 cadeiras do Senado estão em disputa neste ano, o que afetará a capacidade do próximo governo de aprovar orçamento e reformas.
Setores reagem de forma distinta: infraestrutura, energia e agronegócio dependem de estabilidade regulatória; varejo responde a juros e crédito; tecnologia é sensível ao custo de capital e valuations.
Um projeto de gasoduto de aproximadamente US$ 1 bilhão teve estudos interrompidos em meio a incertezas regulatórias.
13,75% — taxa Selic atual que eleva o custo de capital
R$ 9,2 bilhões → R$ 6,5 bilhões — investimento em startups, 2024 para 2025
-10% — variação do venture capital no 2º tri de 2026 ante 2º tri de 2025
54/81 — cadeiras do Senado em disputa neste ano
Após o 1º turno, a discussão deve migrar de “quem venceu” para “qual política econômica poderá ser implementada a partir de 2027”; investidores acompanharão sinais dos candidatos e a composição do Congresso.