Ministério lança nova versão do Sismat para controlar estoques e rastrear insumos
Sistema atualiza registros, amplia integrações e pode gerar até R$ 300 milhões em economia em seis meses

Ministério da Saúde lançou nesta terça (25) a nova versão do Sismat, plataforma de controle de estoques, distribuição e rastreabilidade de insumos estratégicos.
A atualização pode gerar economia de até R$ 300 milhões em seis meses ao ampliar monitoramento, antecipar perdas e qualificar o planejamento de compras.
O Sistema foi desenvolvido pelo Departamento de Logística em Saúde (DLOG), da Secretaria Executiva (SE), e passa a exigir registro obrigatório do motivo de saídas e descartes, com classificações como incineração, avaria e amostragem.
A versão permite vinculação de cartas de troca a lotes, termo de guarda para insumos à espera de liberação da Anvisa e consulta ao histórico de estoque por data e material.
O Sismat registra automaticamente eventos e responsáveis por inserções e alterações; tem mais de 2 mil usuários; e perfis vinculados a funções e programas de saúde.
O acesso ao sistema será pelo Sistema de Cadastro e Permissão de Acesso (SCPA) ou pela conta gov.br, e movimentações podem ser vinculadas ao processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e ao lote do insumo.
As integrações com o Catálogo de Materiais (CatMat), do Portal da Ontologia Brasileira de Medicamentos (OBM), e com a Base Nacional de Dados de Ações e Serviços da Atenção Farmacêutica (Bnafar) já estão em funcionamento.
A atualização atende ao Acórdão 313/2023 do Tribunal de Contas da União, que recomendou adoção de sistema automatizado para controle pleno, auditável e independente dos estoques.
O sistema anterior, em uso desde o início dos anos 2000, tinha limitações de arquitetura tecnológica, dependência de procedimentos manuais e planilhas, e baixa integração com outros sistemas.
R$ 300 milhões — economia estimada em seis meses
mais de 2 mil usuários — acesso atual à plataforma
“O Ministério da Saúde tem um papel estratégico na compra e na distribuição de vacinas e, cada vez mais, de medicamentos vinculados a programas de saúde e de alto custo”, disse o secretário-executivo Adriano Massuda ao apresentar a atualização.
Conexões com o operador logístico, o sistema WMS, o Siads e o Siafi estão previstas para o próximo ciclo de desenvolvimento.