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Morgan Stanley: dólar pode subir a R$ 6,00 se não houver ajuste fiscal após 2026

Relatório de 27/08/2026 projeta Selic no teto, Ibovespa cair até 25% em reais e reprecificação imediata dos ativos após a eleição.

Redação POLITICA.SP27 de ago. de 2026 · 17h343 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Morgan Stanley: dólar pode subir a R$ 6,00 se não houver ajuste fiscal após 2026
Reprodução: istoedinheiro.com.br

Morgan Stanley projeta que o dólar pode subir a R$ 6,00 no pós-eleição se o próximo governo não apresentar um plano fiscal consistente logo após o pleito de 2026.

No cenário de estresse, a desancoragem das expectativas exigiria aperto maior do Banco Central: hoje a Selic está em 14,00% a.a.; no cenário-base o banco vê câmbio a R$ 5,25 e Selic recuando para cerca de 11,00% a.a., mas no pior caso a Selic teria de subir ainda mais.

O relatório, datado de 27/08/2026, diz que a reação dos mercados seria imediata, em horas após o resultado eleitoral, e não aguardaria a entrega gradual de metas fiscais pelo novo governo.

O Morgan Stanley estima que o Ibovespa poderia cair até 25% em reais (35% em dólares) no pior cenário, com o índice negociando perto de 6,1 vezes P/L, e que a curva de juros futuros sofreria forte alta, travando emissões corporativas.

Hoje o dólar cotado no relatório está em R$ 5,16; o banco descreve uma mecânica de contágio com corrida para dólar, contaminação da inflação e aperto nos DIs longos, encarecendo crédito e empréstimos bancários.

Para proteger carteiras, o relatório recomenda aumentar hedge em dólar (fundos cambiais, BDRs e ETFs internacionais), priorizar pós-fixados de curto prazo (Tesouro Selic, CDBs grandes), ser seletivo na renda variável (exportadoras e geradoras de caixa), evitar prefixados longos e alocar em IPCA+ de prazo curto e médio.

Investidores e alocadores devem adotar posições defensivas e cautelosas imediatamente para preservar liquidez e aproveitar eventuais liquidações na Bolsa.