Moro acumula gafes sobre o Paraná e aparece estagnado nas pesquisas
Erros em Paranaguá, transporte e hospitais se somam à recusa ao debate; levantamento de 17–19 de agosto mostra queda de temperatura eleitoral.

Sergio Moro (PL) cometeu uma sequência de gafes sobre o Paraná que virou narrativa política.
O segundo levantamento do Instituto Índice Inteligência (17–19 de agosto de 2026) traz Moro com 36,81% e Sandro Alex (PSD) com 28,55%, diferença de 8,26% em 1.200 entrevistas (margem de erro 2,83 pp; registro PR-01754/2026).
Em junho, durante agenda em Paranaguá, Moro confundiu o gentílico e perguntou se “parnanguaras” era “a população indígena lá”; Paranaguá tem 378 anos e abriga um dos principais portos do país.
Em 7 de agosto, na sabatina UOL/Folha, Moro não soube dizer o preço da passagem de ônibus na Região Metropolitana de Curitiba e precisou consultar a equipe; o entrevistador informou tarifa de R$ 6,00 (dinheiro) e R$ 5,90 (cartão metropolitano).
Em 17 de agosto, em entrevista à Jovem Pan, Moro afirmou ter falado com dirigentes da “Santa Casa de Cascavel” sobre déficit de cerca de R$ 500 mil mensais — problema: Cascavel não tem hospital chamado Santa Casa.
Moro também não participou do primeiro debate entre candidatos ao Governo do Paraná, classificou debates como uma “rinha de galo” e levantou a hipótese de um “jogo combinado” entre adversários.
A sequência de erros surge quando pesquisas mostram Moro estagnado e Sandro Alex em trajetória de crescimento, e constrói uma percepção negativa sobre o conhecimento do candidato acerca dos 399 municípios do Paraná.