Move Brasil aprovou só R$2,2 bi de R$30 bi liberados até julho
Aprovação equivale a 7,3% do montante; governo mudou regras em agosto para tentar acelerar adesão

O Move Brasil para taxistas e motoristas de aplicativo teve R$2,2 bilhões aprovados dos R$30 bilhões disponíveis até julho, ou 7,3% do total.
Restavam R$27,8 bilhões não aprovados no BNDES até julho de 2026, segundo dados apresentados em 8 de agosto pela Anfavea.
Na coletiva de 8 de agosto, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostrou que o dado de aprovações considera registros no BNDES até julho e que o presidente Igor Calvet não sabia quanto do total já foi efetivamente consumido.
As primeiras fases do programa aprovaram bem mais: Move Brasil I teve R$9,4 bilhões aprovados de R$10 bilhões (94%) e Move Brasil II aprovou R$20 bilhões de R$21,2 bilhões (94,3%); essas fases focaram renovação de frotas de veículos pesados.
Dificuldades técnicas no início da linha, entraves entre bancos e BNDES e a análise de crédito dos próprios bancos reduziram a aprovação de financiamentos para motoristas, explicou Igor Calvet.
"Parte da explicação não é o crédito, é acessá-lo", disse Igor Calvet ao explicar que, mesmo com condições mais atrativas, bancos mantêm avaliação de risco sobre renda, endividamento e score.
O governo alterou regras em agosto: elevou o teto da nota fiscal por veículo de R$150 mil para R$200 mil e o CMN ampliou o prazo máximo de 72 para 84 meses.
A Anfavea afirma que o aumento do teto deve ampliar a adesão e acelerar a renovação da frota urbana; a expectativa é acompanhar os próximos dados do BNDES para ver o efeito das mudanças.
R$30 bilhões — crédito total anunciado para compra de carros novos
R$2,2 bilhões — aprovados até julho (7,3% do total)
R$27,8 bilhões — ainda não aprovados até julho
R$100 mil–R$102 mil — média dos financiamentos contratados, segundo Anfavea
Mais de 60 — modelos já vendidos com condições especiais; 17 modelos adicionais passaram a caber no novo teto de R$200 mil
Próxima etapa: monitorar as próximas atualizações do BNDES sobre aprovações depois das mudanças de agosto para avaliar se a elevação do teto e a extensão do prazo ampliam a contratação de crédito.