Números na urna viraram disputa interna em partidos; 1313 e 22.222 foram contestados
Partidos têm autonomia para definir números; TRE-DF negou recurso e atribuições foram oficializadas antes da campanha

A escolha do número na urna virou disputa em partidos, com sequências como 1313 e 22.222 em disputa pública.
A decisão afetou candidaturas e foi formalizada antes do início da campanha, com o TRE-DF reforçando autonomia partidária.
No Rio de Janeiro, o PT viu Lindbergh Farias e Marcelo Freixo criticar a atribuição do número 1313 após a executiva nacional entregá-lo ao filho do seu representante no estado.
No Distrito Federal, dois candidatos do PL disputaram o número 22.222; um deputado distrital que buscava reeleição levou o caso ao TRE-DF.
O TRE-DF negou o pedido do deputado distrital, reiterando que os partidos têm autonomia para definir números internos; a decisão saiu antes do início da campanha.
No PL de São Paulo, o número 2222 para deputado federal foi atribuído a um candidato com proximidade a um ex-presidente, conforme deliberação interna.
A legislação eleitoral determina que números sejam o número do partido mais um, dois ou três dígitos, e que a atribuição seja formalizada nas convenções estaduais.
A lei prevê preferência para quem já usou o mesmo número no mesmo cargo, permite que mandatários solicitem nova numeração e autoriza sorteio em impasse.
1313 — número disputado no PT do Rio
22.222 — número disputado no PL do Distrito Federal
2222 — número atribuído no PL de São Paulo a candidato ligado a ex-presidente
Lindbergh Farias e Marcelo Freixo criticaram a decisão, falando em "falta de democracia interna" e comparando o processo a uma "capitania hereditária".
A atribuição final dos números deve ocorrer nas convenções partidárias realizadas em cada estado, onde os partidos registrarão oficialmente as candidaturas.