Papel achado em casa de Karina liga Mário Frias à Go Up dos EUA
Organograma manuscrito apreendido em 1º de junho foi anexado ao inquérito em SP e teve sigilo retirado em 13/9.

Um organograma manuscrito encontrado na casa de Karina Gama aponta “Mário” como sócio da “Goup USA”.
O documento foi anexado ao inquérito em São Paulo e se tornou público em 13/9 após o ministro Flávio Dino puxar o caso para o STF e retirar o sigilo, que até então existia.
O papel estava dentro de uma pasta apreendida em 1º de junho de 2026 na casa de Karina Gama; não há, nos autos, relatório da Polícia Civil explicando o que as anotações significam.
Karina Gama é presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e dona da produtora que fez Dark Horse no Brasil; a Go Up tem versão brasileira comandada por Karina e uma nos EUA com Michael Davis como sócio majoritário.
Mário Frias não aparece com papel formal na estrutura que financiou o filme, mas é apontado como figura central: enquanto deputado mandou emenda ao ICB; como pessoa física enviou mais de R$ 600 mil à produtora; assina o filme como produtor executivo e colocou ao menos uma funcionária do seu gabinete para trabalhar no filme.
O organograma também traz anotações sobre três CNPJs controlados por Karina: o ICB, a Go7 e a ANC (Academia Nacional de Cultura), com registros de repasses ligados à produção do filme; a produtora se negou a fornecer a senha do celular à polícia.
R$ 108 milhões — valor do contrato do ICB com a prefeitura de São Paulo
R$ 1 milhão — valor que a Go7 recebeu de um fornecedor do ICB
R$ 2,5 milhões — valor que a Go7 repassou para a Go Up
R$ 6,1 milhões — montante recebido pela ANC de fornecedores do ICB
Mais de R$ 600 mil — transferidos por Mário Frias à conta da produtora
“O deputado Mário Frias teria papel de liderança em uma ‘suposta arquitetura criminosa’”, afirmou o ministro Flávio Dino ao retirar o sigilo do caso.
O inquérito que contém o organograma corre na Justiça de São Paulo.