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Papel achado em casa de Karina liga Mário Frias à Go Up dos EUA

Organograma manuscrito apreendido em 1º de junho foi anexado ao inquérito em SP e teve sigilo retirado em 13/9.

Redação POLITICA.SP13 de set. de 2026 · 16h342 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Papel achado em casa de Karina liga Mário Frias à Go Up dos EUA
Reprodução: www.metropoles.com

Um organograma manuscrito encontrado na casa de Karina Gama aponta “Mário” como sócio da “Goup USA”.

O documento foi anexado ao inquérito em São Paulo e se tornou público em 13/9 após o ministro Flávio Dino puxar o caso para o STF e retirar o sigilo, que até então existia.

O papel estava dentro de uma pasta apreendida em 1º de junho de 2026 na casa de Karina Gama; não há, nos autos, relatório da Polícia Civil explicando o que as anotações significam.

Karina Gama é presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e dona da produtora que fez Dark Horse no Brasil; a Go Up tem versão brasileira comandada por Karina e uma nos EUA com Michael Davis como sócio majoritário.

Mário Frias não aparece com papel formal na estrutura que financiou o filme, mas é apontado como figura central: enquanto deputado mandou emenda ao ICB; como pessoa física enviou mais de R$ 600 mil à produtora; assina o filme como produtor executivo e colocou ao menos uma funcionária do seu gabinete para trabalhar no filme.

O organograma também traz anotações sobre três CNPJs controlados por Karina: o ICB, a Go7 e a ANC (Academia Nacional de Cultura), com registros de repasses ligados à produção do filme; a produtora se negou a fornecer a senha do celular à polícia.

R$ 108 milhões — valor do contrato do ICB com a prefeitura de São Paulo

R$ 1 milhão — valor que a Go7 recebeu de um fornecedor do ICB

R$ 2,5 milhões — valor que a Go7 repassou para a Go Up

R$ 6,1 milhões — montante recebido pela ANC de fornecedores do ICB

Mais de R$ 600 mil — transferidos por Mário Frias à conta da produtora

“O deputado Mário Frias teria papel de liderança em uma ‘suposta arquitetura criminosa’”, afirmou o ministro Flávio Dino ao retirar o sigilo do caso.

O inquérito que contém o organograma corre na Justiça de São Paulo.