Parceria da Starlink no Brasil durou dois meses e foi encerrada por embate político
Contrato permitia rescisão por motivos políticos; Skylink fechou entre abril e junho de 2024 após choque entre Elon Musk e STF

Skylink, representação comercial da Starlink criada por Fábio Faria e Alberto Leite, funcionou por cerca de dois meses em 2024.
O contrato de “reseller agreement” previa rescisão se motivos judiciais, regulatórios ou políticos impedissem vendas ou fornecimento ao governo brasileiro.
Documento da Junta Comercial de São Paulo registra saída de Leite e Faria da diretoria em 4 de abril de 2024; a empresa seguiu em atividade até junho de 2024.
O encerramento ocorreu depois de Elon Musk anunciar descumprimento de decisões do ministro Alexandre de Moraes e reativação de contas bloqueadas no X, aumentando o conflito com o STF.
A Skylink fez adiantamento à Starlink, nunca emitiu notas fiscais e não chegou a ter operação comercial regular.
Ailton Santos Filho, ex-presidente da Nokia no Brasil, foi escolhido CEO e apresentou em abril de 2024 um “SkyLink Business Plan” com organograma e plano de negócios.
Vários investidores foram sondados, entre eles Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master; não há registros de aportes financeiros de Vorcaro ou outros.
Em 10 de junho de 2024, Ailton Santos formalizou por e-mail à Starlink o fim das operações, invocando a cláusula de rescisão por motivos políticos.
A única atuação prática da Skylink ocorreu em maio de 2024: intermediar, sem contrapartida financeira, a doação de 100 antenas da Starlink ao governo do Rio Grande do Sul.