Petro diz que reabrir relações com Israel é “aplaudir o genocídio”
Ex-presidente critica decisão do novo presidente Abelardo de la Espriella de restabelecer laços e reconhece preocupação com novas violações em Gaza

Gustavo Petro afirmou que reabrir relações diplomáticas com Israel enquanto Netanyahu está no poder “é aplaudir o genocídio” de 22 mil bebês e 75 mil pessoas, sendo 60% mulheres e bebês.
A reabertura ocorreu pelo novo presidente Abelardo de la Espriella, dois anos depois de Petro suspender relações em maio de 2024; Espriella também reconheceu a soberania israelense sobre as Colinas de Golã na primeira semana de governo.
Petro disse que nenhum homem ou mulher decente na Colômbia pode tolerar aplausos ao genocídio e que a medida poderia desencadear “um novo genocídio, um holocausto, tanto na Colômbia quanto para a humanidade”.
O ex-presidente afirmou que “isto não é antissemitismo” e declarou acreditar que deve haver um Estado de Israel, mas em conformidade com o acordo de paz assinado no Egito e com mediação dos EUA, que definiu fronteiras e o objetivo da plena soberania para o Estado da Palestina.
Petro relacionou a posição com a história colombiana: lembrou o assassinato de Jorge Eliécer Gaitán em 9 de abril de 1948 e o início do Bogotazo, e afirmou que a Colômbia vive um genocídio desde então, que já resultou em “10 Gazas e 700 mil mortos”.
22.000 — número citado por Petro de bebês mortos em Gaza
75.000 — total de mortes mencionado por Petro
60% — parcela das vítimas que seriam mulheres e bebês
maio de 2024 — mês em que Petro suspendeu relações com Israel
Petro disse que os seres humanos não devem permitir um novo holocausto no mundo, repetindo o alerta durante a entrevista em que falou sobre a reabertura das relações.