PGDF pede ao STF devolução de R$ 12,2 bilhões do BRB ao Banco Master
Petição de 25 de agosto requer rastreamento das movimentações, bloqueio e depósito judicial dos valores localizados.

PGDF pediu ao STF a devolução de R$ 12,2 bilhões transferidos pelo BRB ao Banco Master.
A Procuradoria solicitou rastreamento de toda a cadeia de movimentações originada na transferência e o bloqueio dos valores localizados, com depósito judicial e restituição ao BRB.
A petição foi apresentada em 25 de agosto ao Supremo; veio após o presidente do STF, ministro Edson Fachin, pedir ao ministro André Mendonça a retirada do sigilo das investigações sobre o Master.
A PGDF afirma que os registros das transações permitem reconstruir o caminho dos recursos mesmo após novas operações e localizá-los por “engenharia reversa”.
A Procuradoria diz ter identificado uma “inequívoca distribuição de tarefas e domínio organizacional estruturado para diretamente desviar bilhões pertencentes ao BRB e causar-lhe prejuízo”.
A PGDF afirma haver “certeza positiva, nos instrumentos de tecnologia financeira, de que os valores pertencem ao BRB e estão vinculados à sua finalidade institucional”.
A petição reproduz informações do BRB sobre substituição de ativos recebidos do Master:
R$ 12,2 bilhões — total que a PGDF classifica como produtos dos crimes
R$ 10,92 bilhões — aprovados em substituições de ativos
R$ 6,31 bilhões — já totalmente substituídos
R$ 4,61 bilhões — em processo de liquidação final
A Procuradoria também pediu devolução imediata, total ou parcial, dos recursos já bloqueados ou apreendidos.