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PIB desacelera a 0,5% no 2º tri; juros e endividamento pesam

IBGE divulgou o resultado em 1º/9; Fazenda e Banco Central apontam juros altos e dívida das famílias como causas

Redação POLITICA.SP7 de set. de 2026 · 05h3211 acessos📲 Enviar no WhatsApp
PIB desacelera a 0,5% no 2º tri; juros e endividamento pesam
Reprodução: www.metropoles.com

Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre (abril-junho), segundo o IBGE, e desacelerou frente ao 1,1% do primeiro trimestre.

A queda de ritmo reflete redução da demanda doméstica: consumo das famílias recuou 0,4% no 2º tri, ante alta de 0,8% no 1º tri, e autoridades citam juros altos e endividamento como fatores concretos.

O IBGE divulgou o dado em 1º/9; agropecuária avançou 2,8%, serviços 0,2% e indústria 0,1% no trimestre; o consumo das famílias puxou a desaceleração.

O Ministério da Fazenda, pela Secretaria de Política Econômica (SPE), atribuiu o desempenho aos efeitos da política monetária restritiva sobre absorção doméstica e setores cíclicos, citando indústria de transformação, construção e comércio.

O Banco Central publicou nota do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) em 2/9 e diz preparar medidas para reduzir riscos ligados à elevada participação de crédito mais caro na dívida das famílias.

A Selic está em 14% ao ano após corte de 0,25 ponto (de 14,25%); o Copom se reúne nos dias 15 e 16 deste mês para nova deliberação.

O endividamento das famílias está em 49,8%, perto do recorde de 49,9%; o governo lançou em 4/5 o programa Novo Desenrola Brasil (Desenrola 2.0) para facilitar renegociação com juros menores.

A SPE afirmou que a projeção do Ministério da Fazenda para o PIB de 2026 é 2,3% e está em revisão com “viés de baixa”; o Banco Central estima crescimento de 2% para este ano, e o mercado projeta 1,92% para 2026.