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Planos de governo detalham caminhos para renda da juventude periférica

Programas variam de qualificação e primeiros empregos a redução de jornada e proteção para trabalhadores por aplicativo.

Redação POLITICA.SP17 de set. de 2026 · 00h321 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Planos de governo detalham caminhos para renda da juventude periférica
Reprodução: periferiaemmovimento.com.br

Juventude periférica enfrenta desocupação, baixos salários, informalidade e necessidade de conciliar trabalho e estudo.

Em 2025, 17,5% dos brasileiros de 15 a 29 anos não estavam ocupados, estudando ou em qualificação; entre mulheres eram 22,8% e entre homens 12,4%.

A reportagem comparou propostas para o Governo de São Paulo e para a Presidência; na Presidência analisou Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Samara Martins (UP) e Hertz Dias (PSTU); em São Paulo foram verificados os programas de todas as candidaturas.

Para o Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) propõe o Qualifica SP, com ações para primeiro emprego, qualificação e empreendedorismo, e capacitação em economia criativa e digital para jovens de 16 a 29 anos de regiões periféricas; Fernando Haddad (PT) quer integrar ensino médio à formação profissional via Centro Paula Souza, Etecs e Fatecs, com mentoria e programas de primeiro emprego em territórios violentos e um Alistamento Civil Remunerado para jovens vulneráveis; Vivian Mendes (UP) propõe ampliar qualificação, fortalecer Etecs e Fatecs e incentivar o primeiro emprego com direitos; Carlos Machado (PCB) prevê ampliar Etecs e Fatecs e integrar formação profissional à reindustrialização.

Na disputa presidencial, Lula (PT) propõe fortalecer aprendizagem profissional e expandir Institutos Federais, priorizando periferias urbanas e municípios com baixa oferta técnica; Flávio Bolsonaro (PL) quer ampliar educação técnica no ensino médio em parceria com o setor produtivo e criar um contrato específico para jovens de 18 a 24 anos com redução de custo de contratação; Samara Martins (UP) defende política nacional de aprendizagem e estágios com formação, remuneração e direitos; Hertz Dias (PSTU) propõe ampliar formação técnica ligada a vocações regionais, com orientação de carreira.

Sobre rotina de trabalho e direitos, Vera Lúcia (PSTU) propõe reduzir jornada para ampliar postos formais e prevê remuneração mínima por hora para trabalhadores de aplicativos, contribuição das plataformas à Previdência e uma plataforma pública estadual de entregas; Vivian Mendes (UP) defende fim da escala 6×1, redução da jornada sem corte salarial e regulamentação das plataformas; Carlos Machado (PCB) descreve a plataformização como precarização sem direitos; Izadora Dias (PCO) defende jornada máxima de 35 horas semanais e salário-desemprego equivalente ao último salário.

No plano presidencial sobre trabalho, Lula incorpora redução da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial e fim da escala 6×1, além de proteção a trabalhadores de aplicativos com regras sobre remuneração, direitos e transparência algorítmica; Flávio Bolsonaro (PL) propõe jornadas flexíveis e negociação direta entre empresas e trabalhadores, preservando oportunidades das plataformas; Samara Martins (UP) defende jornada de 30 horas semanais sem redução salarial, escala 4×3 ou turnos de seis horas, salário mínimo por hora e acesso à seguridade social para trabalhadores de aplicativos.

Para quem gera renda por conta própria, Tarcísio de Freitas propõe ampliar linhas de crédito e microcrédito pela Desenvolve SP e Banco do Povo; Fernando Haddad pretende ampliar acesso ao crédito, apoiar formalização e facilitar participação de pequenos negócios nas compras públicas.