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Planos de governo para Presidência variam de 7 a 200 páginas

Documentos vão de resumos a simulações financeiras; extensão não equivale a detalhamento técnico

Redação POLITICA.SP23 de ago. de 2026 · 14h315 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Planos de governo para Presidência variam de 7 a 200 páginas
Reprodução: www.poder360.com.br

Planos de governo para a Presidência vão de 7 a 200 páginas.

O volume não indica detalhamento: alguns incluem simulações financeiras, minutas legislativas e cronogramas; outros trazem apenas resumos ou cartas de diretrizes.

Ordem dos planos, do maior ao menor: Augusto Cury (Avante); Ronaldo Caiado (PSD); Luiz Inácio Lula da Silva (PT); Romeu Zema (Novo); Flávio Bolsonaro (PL); Samara Martins (UP); Wilson Grassi (Partido Democrata); Renan Santos (Missão); Hertz Dias (PSTU); Edmilson Costa (PCB); Clariana Barão (DC); Rui Costa Pimenta (PCO).

O plano de Augusto Cury (Avante) tem 200 páginas e usa o slogan "Um Brasil para as próximas gerações"; as primeiras 32 páginas tratam do adoecimento emocional coletivo com referências a Kant, Nietzsche e Tolstói.

A seção de propostas de Cury vai da página 3 até a 193; as 7 últimas páginas são biografia e premiações; o sumário lista diretrizes de 1 a 20, mas omite o número 18.

Rui Costa Pimenta (PCO) entregou o menor documento: 7 páginas, intitulado "Por salário, trabalho e terra/Revolução, governo operário e comunismo", dividido em 15 pontos centrais de luta.

Renan Santos (Missão) apresentou 51 páginas que são resumo executivo do "Livro Amarelo" de mais de 500 páginas, estruturadas em 3 partes e 14 capítulos.

Clariana Barão (DC) tem 15 páginas com 30 subseções que repetem a mesma frase objetivo e não traz metas numéricas; nota metodológica afirma: "A calibração será feita em etapa posterior".

Wilson Grassi (Partido Democrata) registrou 58 páginas; a introdução cita 11 eixos, mas sumário e corpo detalham 14 eixos; o plano não apresenta diretrizes de política externa, que devem ser formuladas junto ao Itamaraty após a eleição.

Samara Martins (UP) publicou 67 páginas e inclui cálculo que converte US$ 366 bilhões de reservas em 12,5 milhões de moradias de R$ 150 mil cada.

O plano de Renan Santos estabelece prazos operacionais, como limite de 15 dias para licenciamento ambiental e 48 horas para execução de demolição administrativa.

Ronaldo Caiado (PSD) entregou 100 páginas em 26 eixos, cada tema com sumário executivo, diagnóstico, propostas, indicadores e ações para os primeiros 100 dias.

Augusto Cury (Avante) — programas de "Gestão da Emoção" nas escolas, mudança para semipresidencialismo, reduzir o STF para 9 membros com mandato fixo de 8 anos e indicações pelas classes jurídicas

Ronaldo Caiado (PSD) — criar o Ministério da Segurança Pública; editar uma "Lei do Terrorismo Doméstico"; autorizar uso das Forças Armadas sem Garantia da Lei e da Ordem; criar Regime Especial Disciplinar Antiterrorismo Doméstico; propor PEC para acabar com a reeleição no Executivo a partir de 2027

Romeu Zema (Novo) — retirada do Brasil do BRICS; transição do Mercosul para zona de livre comércio; transferir ensino superior ao Ministério da Ciência e Tecnologia; prêmio de R$ 5.000 para famílias que saírem do Bolsa Família

Samara Martins (UP) — aumento de 100% no salário mínimo; fim da escala 6 X 1 com jornada de 30 horas semanais em esquema 4 X 3 sem redução salarial; estatização da Eletrobras, Petrobras, Vale e empresas de saneamento e telecomunicações; rompimento de relações com o Estado de Israel

Wilson Grassi (Partido Democrata) — criar o Imposto Único Federal para substituir tributos federais sobre folha, faturamento e produção; acabar com a contribuição previdenciária patronal sobre a folha