ELEIÇÕES 2026Faltam 18 diasCandidatos →
InícioEconomia
Economia

Poder360 e CBIE lançam episódio sobre quem paga o leilão de baterias, marcado para dezembro

O 179º episódio do Infra em 1 Minuto, publicado neste sábado, debate Lei 15.269/2025 e propostas de rateio entre geradores.

Redação POLITICA.SP12 de set. de 2026 · 06h319 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Poder360 e CBIE lançam episódio sobre quem paga o leilão de baterias, marcado para dezembro
Reprodução: www.poder360.com.br

Poder360, em parceria com o CBIE, lança neste sábado (12.set.2026) o 179º episódio do programa Infra em 1 Minuto sobre quem pagará o 1º leilão de baterias do Brasil, marcado para dezembro.

A Lei 15.269 de 2025 determinou que os custos da contratação das baterias sejam rateados exclusivamente entre os geradores de energia, sem definir quais empreendimentos pagariam ou como calcular a participação de cada um.

O episódio foi publicado no canal do Poder360 no YouTube; o vídeo tem 1min53s, e o especialista Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, analisa o impasse sobre o custeio.

Rodrigues diz que as baterias são necessárias para corrigir um desequilíbrio causado pela expansão das renováveis sem avanço equivalente da infraestrutura e dos sinais econômicos; ele afirma que, em 2025, o Brasil cortou 20% da energia potencial das usinas eólicas e solares, “jogou no lixo”.

As restrições de geração conhecidas como curtailment ocorrem quando o ONS é forçado a cortar a geração das usinas para evitar pane, entre outros motivos pela falta de demanda.

A área técnica da Aneel recomendou que todos os geradores participem do custeio, com valores distintos conforme a flexibilidade operacional de cada usina, dividindo os empreendimentos em quatro grupos.

Pela proposta da área técnica, as usinas consideradas inflexíveis pagariam 100% do valor unitário do encargo; o percentual cairia para 75%, 50% ou 25% conforme aumente a capacidade de ajuste da produção.

A divisão enfrenta resistência: geradores hidrelétricos e termelétricos alegam já oferecer flexibilidade e não terem causado o aumento dos cortes; empresas eólicas e solares rejeitam concentrar o custo nessas fontes; “os advogados já estão com as petições prontas”, afirmou Rodrigues.

Rodrigues propõe que as baterias sejam remuneradas pela diferença de preço da energia ao longo do dia, com carregamento nos horários de maior oferta e venda nos horários de maior demanda, e diz que para isso o preço horário precisa chegar de forma mais efetiva a geradores e consumidores.

“A conta pode, sim, ser paga pelo mercado, com preço e incentivo certos para quem armazena. O que não dá é pagar por uma falha de planejamento, sem sinal de preço, decidindo no grito em quem empurrar a conta”, declarou Rodrigues.

O debate seguirá sobre qual modelo adotar para financiar o leilão de dezembro: rateio entre geradores com regras da Aneel ou remuneração de mercado baseada em preços horários.