Presidenciáveis prometem modernizar a saúde com tecnologia e prontuário único
Planos citam inteligência artificial, integração digital e parcerias público-privadas, mas não detalham financiamento nem coordenação federativa

Principais candidatos à Presidência listam propostas para digitalizar e reduzir filas no SUS, com ênfase em inteligência artificial e prontuário eletrônico.
As propostas não explicitam fontes de financiamento nem como será a coordenação entre União, estados e municípios, levantamento diz isso como lacuna central.
O texto reúne e analisa planos de seis candidatos bem colocados nas pesquisas, apontando convergência no uso de tecnologias para agendar e monitorar atendimentos.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe manter ações de “contínua evolução” do SUS, ampliar atendimentos especializados, expandir Farmácia Popular e consolidar rede pública de oncologia.
O programa de Lula também prevê ampliar a digitalização de dados, consolidar o prontuário único do cidadão e facilitar acesso por celular a agendamentos e resultados de exames.
O Ministério da Saúde implementou integração digital de sistemas em 2024, permitindo o acesso nacional ao histórico de pacientes; Lula quer ampliar esse acesso móvel.
Especialistas comentam os planos: Julia Pereira, doutora em políticas públicas pela UFRJ e gerente de relações institucionais do Ieps, diz que não há “nada de muito inovador”.
Fernando Hellmann, doutor em saúde coletiva e professor da UFSC, avalia que propostas como a ampliação de especialidades são “interessantes, porém paliativas”, por não ampliar infraestrutura local.
Críticas anteriores à estratégia de parcerias público-privadas apontam que a medida provisória de 2025, ao permitir abatimento de dívidas e uso de créditos, reduz arrecadação tributária disponível.
Flávio Bolsonaro (PL) propõe unificação tecnológica do sistema com prontuário eletrônico único vinculado ao CPF e integrado ao Gov.br, uso de IA para agendamentos e contratação de capacidade privada.
Outras propostas de Flávio incluem reajuste de remuneração para santas casas e hospitais filantrópicos, programas domiciliares para idosos e unidades móveis para saúde da mulher.