Protesto em Caracas contra acordo petrolífero assinado em 28 de agosto
Trabalhadores e professores rejeitam entrega de reservas que, segundo Trump, daria controle de 65 bilhões de barris aos EUA

Trabalhadores e professores protestaram em Caracas contra o acordo petrolífero assinado em 28 de agosto.
O acordo foi firmado em 28 de agosto entre os Estados Unidos e o governo interino de Delcy Rodríguez e, segundo Trump, garante “controle majoritário” sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas.
Nessa quinta-feira, em frente à Universidade Central da Venezuela, manifestantes exibiram cartazes com frases como “O pior contrato de petróleo do mundo” e “Tirem Trump da Venezuela!”; participaram professores, trabalhadores universitários e membros de partidos venezuelanos.
Donald Trump publicou nas redes sociais: “Os Estados Unidos da América acabam de fechar um acordo com a Venezuela: o maior acordo petrolífero da história mundial!” e afirmou que o pacto dará controle sobre mais de 65 bilhões de barris.
Manifestantes e cidadãos rejeitaram o acordo por considerá-lo uma rendição de soberania, descrevendo-o como adaptação da “Doutrina Donroe”, versão da Doutrina Monroe apontada como intervencionista.
O presidente da Federação dos Trabalhadores Universitários, Eduardo Sánchez, pediu respeito às condições de vida do povo e declarou: “Não somos colônia de ninguém... é uma violação da Constituição da República Bolivariana da Venezuela.”
28 de agosto — data da assinatura do acordo
65 bilhões de barris — controle majoritário que, segundo Trump, o acordo entrega aos EUA