Quedas de árvores em Santos expõem falhas na manutenção e na licitação
Prefeitura diz que poda é feita por equipes próprias; vereadores apontam atraso de contrato e risco a pessoas

Quedas de árvores após temporais em Santos revelam falhas na manutenção e no processo de contratação da poda.
Vereador Sérgio Santana (PL) disse na sessão da Câmara de Santos do dia 6 que a Prefeitura está há 9 meses sem contrato com empresa de poda.
O vereador Fabrício Cardoso (Podemos) relatou mensagens de moradores sobre copas muito frondosas sem poda e pediu listagem de árvores em risco, citando a morte de uma pessoa em situação de rua na última ventania.
A Prefeitura afirma que o serviço de poda está sendo executado por equipe própria da Coordenadoria de Paisagismo (Copaisa), com quatro equipes para riscos iminentes e emergências urbanas.
A licitação regular começou ainda com o contrato anterior vigente, sofreu adequações e suspensão após questionamentos, e uma contratação emergencial foi suspensa por decisão judicial.
A Prefeitura realizou Pregão Eletrônico em 3 de junho; nove empresas foram inabilitadas, a décima foi habilitada e duas participantes recorrem; o processo está em análise.
Foram protocolados 143 requerimentos sobre poda por vereadores em junho e julho de 2026.
Entre junho e julho, Copaisa podou 55 árvores, além de atender situações emergenciais; o site da Prefeitura mostra tempo de espera de quase um ano em vários locais.
A Prefeitura afirma que a estrutura atual é suficiente para reduzir riscos e que há apoio das prefeituras regionais, mas a execução depende de recursos e de entraves judiciais.
Zélia Rodrigues, coordenadora do Herbário da Unisanta, explicou que árvores não adaptadas ao espaço, com raízes sufocadas por muretas, ou doentes, têm maior risco de queda.
O professor Ronaldo Christofoletti, do Instituto do Mar da Unifesp, disse que o aquecimento atmosférico aumenta ventos fortes e ciclones extratropicais, elevando a frequência de eventos que derrubam árvores.