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Redes viram novo palanque; negros enfrentam exclusão digital

O ambiente informal e algorítmico das plataformas favorece narrativas controladas por candidatos e pode transformar influenciadores em políticos electivos.

Redação POLITICA.SP18 de set. de 2026 · 00h013 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Redes viram novo palanque; negros enfrentam exclusão digital
Reprodução: mundonegro.inf.br

A migração da disputa política para redes sociais amplia barreiras para pessoas negras e reforça desigualdades já existentes.

A mudança permite que perfis notórios sem experiência política, majoritariamente brancos, convertam visibilidade em candidatura — o texto lembra Tiririca, eleito deputado federal, e cita Volodymyr Zelensky, que venceu a Ucrânia em 2019 com 73,22% no segundo turno.

Nas redes, o político controla tema, momento, formato e narrativa, fala prioritariamente ao seu público e não a toda a sociedade; Facebook, WhatsApp, Twitter e LinkedIn são citados como canais centrais.

Os algoritmos favorecem bolhas e comunidades de interesse, e pesquisas apontam desigualdades no alcance de conteúdos produzidos por pessoas negras, o que dificulta transformar presença digital em capital político.

A desregulamentação torna possível a divulgação de inverdades, agressões e falas que seriam reprovadas em debates formais — inclusive exemplos extremos como “sim, eu sou machista”.

A autora Liliane Rocha profetiza que, se o rumo atual continuar, um influenciador homem e possivelmente branco pode vir a se eleger presidente apoiado majoritariamente por campanha nas redes sociais.