Relatório aponta avanço da democracia no Brasil após 2022
Melhorias ocorreram em direitos, Estado de Direito e participação da sociedade civil entre 2023 e 2025

O International IDEA afirma que o Brasil avançou democraticamente desde 2023, após a saída de Jair Bolsonaro em 2022.
O país subiu posições em índices-chave: direitos da população (50º, +12 de 2024), representatividade (41º, +1) e Estado de Direito (53º, +38).
O relatório anual Estado Global da Democracia avalia 174 países desde 1975 e aponta medidas adotadas no Brasil, como o restabelecimento de conselhos participativos, redução de barreiras ao financiamento filantrópico, benefícios fiscais para sociedades civis e nova legislação para parcerias em desastres e questões climáticas.
Entre 2023 e 2024, a participação da sociedade civil no Brasil subiu 29 posições, alcançando o 4º lugar; em 2025 o país terminou em 13º nessa métrica, ainda acima de vários países ricos.
O estudo registra que, globalmente, independência do Judiciário, credibilidade das eleições, liberdade de expressão e imprensa e acesso à justiça estão nos níveis mais baixos em pelo menos 30 anos, e que 2025 foi o 11º ano consecutivo com mais retrocessos do que avanços.
174 — número de países avaliados pelo relatório
1975 — ano de início da série histórica do estudo
50ª — posição do Brasil no critério “direitos da população” em 2025 (subiu 12 postos)
41ª — posição do Brasil no critério “representatividade” em 2025 (subiu 1 posto)
53ª — posição do Brasil no critério “Estado de Direito” em 2025 (subiu 38 postos)
29 posições — ganho do Brasil em participação da sociedade civil entre 2023 e 2024
“Muitas das melhorias no Brasil podem ser atribuídas a mudanças nas políticas ocorridas desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o poder”, diz o relatório, citando ênfase da atual administração em acesso à justiça e liberdades civis.
O documento também relaciona retrocessos em países como os EUA e refere que líderes como Donald Trump e Jair Bolsonaro influenciaram ataques à democracia, e cita ações do presidente argentino Javier Milei como exemplo de reversão de avanços em direitos ambientais e LGBTQ+.