Renan Santos rejeita privatizar Petrobras e compara venda a terceirizar Forças Armadas
Candidato do Missão defende controle nacional sobre reservas e propõe atrair privadas para refino e distribuição

Renan Santos (Missão) descartou privatizar a Petrobras e disse que vender a estatal seria “como terceirizar as Forças Armadas”.
Ele afirmou querer manter controle nacional sobre reservas de petróleo e decisões de política energética, citando conflitos internacionais como justificativa concreta.
Em entrevista nesta quarta (19/8), Renan citou a guerra Rússia-Ucrânia, o conflito no Irã e o interesse dos EUA pelas reservas da Venezuela para explicar riscos geopolíticos.
O candidato afirmou que os recursos naturais serão usados “como ferramenta de guerra” e que os conflitos afetam o preço do petróleo e os estoques dos EUA.
Apesar de rejeitar a venda da Petrobras, Renan propôs ampliar participação privada em refino e abrir o mercado de distribuição de combustíveis para empresas privadas.
Sobre terras raras, disse não ver necessidade de criar nova estatal e defendeu consórcios públicos com o setor privado, citando participação de 10% do governo dos EUA na USA Rare Earth como exemplo.
O plano de governo prevê consórcio de financiamento liderado pelo BNDES, parcerias público-privadas e uma planta-piloto de separação e refino de terras raras entre 2029 e 2030.
Renan também mencionou acordos com Estados Unidos e União Europeia para transferência de tecnologia e compromissos de compra de longo prazo.